

Fisioterapia respiratória ajuda a melhorar a capacidade pulmonar e pode evitar agravamento de doenças respiratórias durante períodos de maior circulação viral| Foto: reprodução
12 de março de 2026 – O aumento expressivo de casos de doenças respiratórias em Fortaleza tem provocado superlotação em hospitais e levou à abertura excepcional de postos de saúde aos fins de semana. Diante desse cenário, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (Crefito-6) alerta para a importância da intervenção precoce no tratamento das síndromes gripais.
Segundo a entidade, durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios e mudanças climáticas no Ceará, a fisioterapia respiratória se torna uma ferramenta fundamental não apenas no tratamento hospitalar, mas também na prevenção de agravamentos que podem levar à internação.
O acompanhamento especializado pode ajudar a evitar complicações em doenças como bronquiolite, asma e pneumonia, que atingem principalmente crianças, adultos e idosos durante períodos de maior incidência de infecções respiratórias.
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De acordo com o presidente do Crefito-6, Jacques Esmeraldo, o trabalho do fisioterapeuta respiratório envolve o uso de técnicas manuais e equipamentos específicos voltados para a higiene brônquica e a melhoria da capacidade pulmonar.
Esses procedimentos facilitam a retirada de secreções e ajudam a reduzir o esforço respiratório dos pacientes.
Segundo o especialista, muitos pacientes chegam às emergências hospitalares com dificuldades respiratórias que poderiam ser controladas ainda nos primeiros sintomas com acompanhamento fisioterapêutico adequado.
O objetivo da intervenção é garantir que os pulmões continuem funcionando de maneira eficiente, reduzindo a necessidade de suporte de oxigênio ou de internação hospitalar.
Além do tratamento fisioterapêutico, o Crefito-6 destaca a importância da orientação profissional para identificar o momento correto de buscar atendimento especializado antes que o quadro se agrave.
A Terapia Ocupacional também desempenha papel relevante nesse processo, auxiliando famílias na organização da rotina de cuidados e na adaptação do ambiente doméstico para favorecer a recuperação do paciente.
Segundo a entidade, a atuação integrada das profissões de reabilitação contribui para tornar o sistema de saúde mais eficiente, especialmente em períodos de aumento da demanda por atendimento médico.
O conselho reforça ainda que medidas preventivas, como vacinação contra doenças respiratórias — incluindo a prevenção da bronquiolite — são fundamentais para reduzir riscos e proteger a população durante picos de circulação viral.
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