

Fachada de supermercado da rede Pão de Açúcar, empresa que busca renegociar bilhões em dívidas após autorização da Justiça para recuperação extrajudicial | Foto: Grupo Pão de Açúcar/Divulgação
12 de março de 2026 – A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação extrajudicial apresentado pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA), controlador da tradicional rede de supermercados do país. Com a decisão, a empresa poderá renegociar parte de suas dívidas diretamente com credores, sem necessidade de intervenção judicial no processo.
De acordo com comunicado divulgado ao mercado, a autorização foi concedida pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. A medida permite que a companhia avance nas negociações financeiras já iniciadas com seus principais credores.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
O plano de recuperação extrajudicial envolve aproximadamente R$ 4,5 bilhões em dívidas sem garantia. Segundo a empresa, esse montante corresponde aos compromissos financeiros que poderão ser renegociados dentro do processo aprovado pela Justiça.
As despesas correntes e operacionais não foram incluídas na reestruturação. Dessa forma, o grupo informou que pagamentos relacionados a trabalhadores, fornecedores, parceiros comerciais e clientes continuarão sendo realizados normalmente.
O acordo inicial foi firmado com credores que representam cerca de R$ 2,1 bilhões do total negociado, valor superior ao quórum mínimo exigido pela legislação brasileira para esse tipo de operação.
Segundo comunicado da empresa, o plano cria um ambiente considerado seguro e estável para a continuidade das negociações com credores pelos próximos 90 dias.
A administração do Grupo Pão de Açúcar afirma que a iniciativa faz parte de uma estratégia de reestruturação financeira destinada a fortalecer o balanço da companhia e melhorar o perfil de endividamento.
A expectativa é que o processo permita reorganizar compromissos financeiros, preservar o relacionamento com fornecedores e garantir a continuidade das operações da rede no país.
Leia também | Rota das Falésias ganha visibilidade global