

Explosões e ataques aéreos intensificam o conflito entre Israel, Irã e aliados no Oriente Médio | Foto: Reuters
11 de março de 2026 – Novos ataques intensificaram o conflito no Oriente Médio após forças israelenses atingirem um prédio residencial no centro de Beirute, no Líbano, nesta quarta-feira (11), segundo informou a imprensa estatal libanesa. Poucas horas antes, o Crescente Vermelho Iraniano havia relatado que equipes de resgate estavam respondendo a um ataque aéreo em uma área residencial da capital do Irã, Teerã.
As ofensivas ampliam a tensão na região em meio à escalada da guerra que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. Após os bombardeios, o governo iraniano declarou que irá responder aos ataques recentes conduzidos por forças israelenses e americanas.
A declaração foi feita pelo porta-voz das Forças Armadas do Irã, Abolfazl Shekarchi, segundo veículos ligados ao Exército iraniano. Ele afirmou que a reação do país ocorrerá com o objetivo de atingir alvos considerados estratégicos.
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Durante o pronunciamento, Shekarchi também pediu que países da região e nações muçulmanas indiquem possíveis locais onde estariam forças ou instalações ligadas aos Estados Unidos e a Israel. O objetivo, segundo ele, seria aumentar a precisão de ataques iranianos e reduzir danos à população civil.
O porta-voz ainda acusou Estados Unidos e Israel de utilizarem civis como “escudos humanos”, afirmação que tem sido contestada por autoridades ocidentais.
O conflito atual teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel atingiu Teerã e matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei. A operação também resultou na morte de outras autoridades de alto escalão do regime iraniano.
Segundo autoridades americanas, a ofensiva destruiu ainda navios militares iranianos, sistemas de defesa aérea e aeronaves do país.
Em resposta, o governo iraniano lançou ataques contra interesses considerados ligados aos Estados Unidos e a Israel em diferentes países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início do conflito. Já a Casa Branca informou que ao menos sete militares americanos morreram em ataques atribuídos às forças iranianas.
O cenário aumenta o temor de uma escalada militar ainda maior na região, com impacto direto no equilíbrio geopolítico global e no fornecimento de energia.
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