

Dados de pesquisa do Instituto Datafolha mostram que cerca de 49% dos adultos brasileiros consomem bebidas alcoólicas, sendo que 20% mantêm o hábito semanalmente | Foto: reprodução
23 de janeiro de 2026 — A campanha Janeiro Seco, que propõe a abstinência de bebidas alcoólicas durante todo o mês de janeiro, tem ganhado espaço no debate sobre saúde e qualidade de vida no Brasil. A iniciativa surge como um convite à reflexão sobre o consumo de álcool, especialmente após o período de festas de fim de ano, tradicionalmente marcado pelo aumento da ingestão de bebidas.
Dados de pesquisa do Instituto Datafolha mostram que cerca de 49% dos adultos brasileiros consomem bebidas alcoólicas, sendo que 20% mantêm o hábito semanalmente. Para o clínico geral e docente do Instituto de Educação Médica, Dr. Dantas Júnior, os números reforçam a presença do álcool na rotina nacional e a importância de campanhas de conscientização.
“Vivemos em um país onde o consumo de álcool é culturalmente valorizado, naturalizado e incentivado. Qualquer ocasião é motivo para o primeiro gole”, afirma o médico.
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Criada inicialmente em países da Europa e nos Estados Unidos, a campanha tem como objetivo estimular a interrupção do consumo de álcool nos primeiros 31 dias do ano. Segundo o Dr. Dantas Júnior, esse período já é suficiente para que o corpo apresente sinais claros de recuperação.
“Ficar um mês sem álcool permite que o organismo retome processos fisiológicos que ficam continuamente interrompidos nos consumidores frequentes”, explica. Entre os principais benefícios observados estão a melhora da qualidade do sono, do humor, da pressão arterial, da função hepática e até a redução de peso corporal.
Além dos ganhos físicos, o Janeiro Seco também tem um papel importante na mudança de comportamento. A proposta leva os participantes a refletirem sobre a frequência do consumo e a relação emocional com a bebida.
Ao final do período, muitas pessoas percebem o quanto o álcool estava presente em situações rotineiras e passam a identificar gatilhos associados ao consumo. “O participante descobre que o prazer e o relaxamento não dependem exclusivamente da bebida. Para muitos, a campanha funciona como um primeiro alerta de dependência e uma oportunidade real de mudança”, destaca o médico.
Para quem deseja reduzir ou interromper o consumo de álcool, existem alternativas gratuitas de apoio. O CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) oferece atendimento multidisciplinar pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra opção é o Alcoólicos Anônimos (AA), que atua com base no apoio mútuo e em um programa estruturado em 12 passos, auxiliando pessoas a parar de beber e a manter a sobriedade de forma contínua.
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