

Profissionais de fisioterapia e terapia ocupacional atuam na reabilitação de pacientes com hanseníase, promovendo autonomia, prevenção de sequelas e inclusão social | Foto: reprodução
23 de janeiro de 2026 — O mês de janeiro se encerra com um alerta fundamental para a saúde pública: o Dia Mundial contra a Hanseníase, celebrado em 25 de janeiro. Muito além do tratamento medicamentoso, que garante a cura da doença, o cuidado integral ao paciente exige atenção contínua à prevenção de incapacidades físicas e ao enfrentamento do preconceito ainda associado à condição.
Nesse contexto, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (Crefito-6) reforça o papel indispensável dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais na reabilitação de pessoas diagnosticadas com hanseníase. A atuação desses profissionais é decisiva para preservar movimentos, sensibilidade, autonomia e, sobretudo, a dignidade e a participação social dos pacientes.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
O presidente do Crefito-6, Dr. Jacques Esmeraldo, explica que a hanseníase é uma doença que acomete os nervos periféricos e, sem acompanhamento especializado, pode evoluir para deformidades nas mãos, pés e olhos. Segundo ele, a fisioterapia atua diretamente na manutenção da força muscular e na prevenção de feridas que muitas vezes não são percebidas pelo paciente devido à perda de sensibilidade.
“A terapia ocupacional, por sua vez, exerce um papel vital na adaptação do cotidiano desse indivíduo, criando estratégias para que ele continue trabalhando, cuidando da casa e mantendo sua vida social de forma independente. O objetivo principal é garantir que a doença não seja um fator de isolamento ou de perda da capacidade produtiva”, destaca o presidente do conselho.
Ainda de acordo com o Dr. Jacques Esmeraldo, o acompanhamento deve começar o mais cedo possível, preferencialmente logo após o diagnóstico. Exercícios específicos, orientações de autocuidado, uso de órteses e adaptações funcionais fazem parte do processo de reabilitação física, contribuindo também para a quebra do estigma que ainda envolve a hanseníase.
O Crefito-6 ressalta que a informação é a principal ferramenta de combate ao preconceito e lembra que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte multiprofissional completo para o tratamento e a reabilitação dos pacientes. A entidade coloca sua diretoria e especialistas à disposição da imprensa para esclarecer como o diagnóstico precoce aliado à reabilitação pode transformar a realidade de quem convive com a doença no Ceará.
Leia também | Evento sem registro profissional perde alcance, autoridade e valor no ambiente digital, alertam especialistas
Tags: Dia Mundial contra a Hanseníase, hanseníase, saúde pública, reabilitação, fisioterapia, terapia ocupacional, combate ao preconceito, prevenção de incapacidades, SUS, inclusão social, diagnóstico precoce, Crefito-6, Jacques Esmeraldo, saúde no Ceará, autonomia do paciente, qualidade de vida, Portal Terra Da Luz