

Uso consciente do ar-condicionado e escolha do equipamento adequado ajudam a reduzir o consumo de energia durante o verão | Foto: Hermann Hesse
18 de janeiro de 2026 – Com a chegada das altas temperaturas, o ar-condicionado se torna um dos principais aliados do conforto térmico nas residências brasileiras. No entanto, o aparelho também pode representar até 40% do consumo de energia elétrica nos meses mais quentes, dependendo do modelo, da potência e do tempo de uso. A boa notícia é que, com algumas medidas práticas, é possível reduzir significativamente o impacto na conta de luz.
Em entrevista à Agência Brasil, o especialista em pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Gree, Romenig Magalhães, compartilhou orientações importantes para otimizar o uso do equipamento e evitar desperdícios.
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De acordo com o especialista, a escolha do modelo faz toda a diferença. Os aparelhos com tecnologia inverter oferecem maior eficiência energética, pois evitam picos de consumo causados pelo liga e desliga constante do motor. Essa tecnologia pode gerar uma economia de até 40% no consumo residencial em comparação aos modelos tradicionais.
Além da eficiência, os equipamentos inverter tendem a ter maior durabilidade, já que operam de forma mais estável. O consumo mensal também varia conforme a potência em BTUs e o tempo de uso. Um aparelho residencial de 9 mil a 12 mil BTUs pode consumir entre 15 kWh e 45 kWh por mês, em uso moderado.
Já os modelos mais antigos, sem tecnologia inverter, costumam ultrapassar esse consumo, especialmente durante períodos de bandeira tarifária vermelha, elevando significativamente os gastos das famílias.
Outro ponto essencial na hora da compra é observar o selo de eficiência energética do Inmetro. Equipamentos com classificação A apresentam menor consumo de energia e, consequentemente, menor impacto financeiro ao longo do tempo.
Essa certificação garante que o produto passou por testes rigorosos e atende aos padrões nacionais de eficiência, sendo uma escolha mais econômica e sustentável.
O ambiente e a forma de utilização também influenciam diretamente no consumo. Manter portas e janelas fechadas durante o funcionamento do ar-condicionado e proteger o ambiente do sol com cortinas e persianas ajudam a manter a temperatura estável.
A manutenção periódica é outro fator decisivo. Filtros sujos e falta de revisão reduzem a eficiência do aparelho e aumentam o consumo de energia. Segundo Magalhães, manter o equipamento limpo e revisado evita perdas de desempenho e prolonga sua vida útil.
A regulagem da temperatura também é determinante. O especialista recomenda manter o aparelho entre 23°C e 25°C, faixa considerada ideal para o conforto térmico e para a saúde.
“Dá equilíbrio para que a pessoa sinta um ambiente confortável e também faz bem à saúde. É uma temperatura adequada para o conforto térmico”, explicou Magalhães.
Temperaturas muito baixas, entre 16°C e 20°C, aumentam consideravelmente o consumo de energia e podem causar desconforto, ressecamento do ar e baixa umidade no ambiente.
Outra dica é utilizar a função “Sono”, disponível em muitos modelos. Esse recurso ajusta a temperatura de forma gradual durante a noite, reduzindo o consumo sem comprometer o conforto.
“Ao despertar, o nível de consumo do aparelho estará bem mais baixo, sem impacto significativo na conta de energia”, destacou o especialista.
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Tags: ar-condicionado, economia de energia, conta de luz, consumo residencial, tecnologia inverter, eficiência energética, Inmetro, verão, eletrodomésticos, conforto térmico, bandeira vermelha, sustentabilidade, Portal Terra Da Luz