

01 de janeiro de 2026 — As buscas pelos destroços do voo MH370, da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de dez anos com 239 pessoas a bordo, foram oficialmente retomadas no Oceano Índico. A nova tentativa marca a terceira grande operação para localizar a aeronave, considerada um dos maiores mistérios da aviação mundial.
A operação está sendo conduzida pela empresa Ocean Infinity, especializada em tecnologia robótica marítima, que partiu de Perth, na Austrália, para investigar uma área considerada prioritária pelos especialistas. As atividades haviam começado no início de 2025, mas foram interrompidas em abril devido às condições climáticas adversas.
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Segundo o Ministério dos Transportes da Malásia, a nova fase de investigações ocorrerá de forma intermitente ao longo de 55 dias. A área de busca cobre cerca de 15 mil quilômetros quadrados do fundo do Oceano Índico, região apontada como a mais provável para a localização dos destroços.
A operação utiliza submarinos autônomos, drones de águas profundas e sistemas de escaneamento de alta precisão, capazes de mapear o leito oceânico em grandes profundidades. A expectativa é que os avanços tecnológicos aumentem as chances de sucesso em relação às tentativas anteriores.
O acordo firmado entre a Ocean Infinity e o governo da Malásia estabelece que a empresa só receberá o valor de US$ 70 milhões caso consiga localizar destroços confirmados do avião. O modelo de contrato reflete a complexidade da missão e o histórico de buscas frustradas.
O voo MH370, operado por um Boeing 777, desapareceu em 8 de março de 2014, durante a rota entre Kuala Lumpur e Pequim. Estavam a bordo 12 tripulantes e 227 passageiros, a maioria de nacionalidade chinesa, além de cidadãos de países como Malásia, Austrália, Indonésia, Índia, França e Estados Unidos.
Apesar de fragmentos confirmados da aeronave terem sido encontrados ao longo dos anos em ilhas do Oceano Índico e na costa africana, o local exato do avião nunca foi identificado. Buscas anteriores, lideradas pela Austrália em parceria com Malásia e China, foram encerradas em 2017 sem sucesso. Em 2018, uma tentativa conduzida pela própria Ocean Infinity também não apresentou resultados conclusivos.
Uma investigação oficial malaia apontou que o avião foi desviado manualmente durante o voo, sem descartar interferência ilegal de terceiros, mas rejeitou hipóteses de falha mecânica ou suicídio dos pilotos.
A retomada das buscas foi recebida com esperança pelas famílias das vítimas. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Danica Weeks, esposa de um passageiro australiano, afirmou que os familiares “nunca deixaram de desejar respostas” e esperam que esta nova etapa traga finalmente “clareza e tranquilidade” após mais de uma década de incertezas.
Recentemente, um tribunal de Pequim determinou que a Malaysia Airlines pague indenizações às famílias de passageiros do MH370. A companhia foi condenada a pagar cerca de 2,9 milhões de yuans — aproximadamente R$ 2,24 milhões — a cada uma das famílias de oito passageiros, incluindo compensações por morte, despesas funerárias e danos morais. Outros processos ainda seguem em tramitação.
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