

Brasil se consolida como destino de capital internacional | Foto: reprodução/Infomoney
08 de novembro de 2025 – O Brasil registrou um crescimento de 67% nos investimentos estrangeiros diretos (IED) em novos projetos produtivos entre 2022 e maio de 2025, em comparação ao período de 2015 a 2019, segundo pesquisa da consultoria McKinsey & Company. O desempenho brasileiro supera a média global, que foi de 24%, e reforça o país como destino estratégico para grandes grupos empresariais internacionais.
O relatório mostra que o aumento ocorre mesmo diante de um cenário global de fragmentação geopolítica e aumento de barreiras tarifárias. Enquanto as economias desenvolvidas intensificaram aportes mútuos — especialmente nos Estados Unidos —, reduziram o fluxo de capital para a China, que agora tem se destacado como investidor em outras regiões, incluindo a América Latina, Europa e Oriente Médio.
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De acordo com Nelson Ferreira, sócio sênior da McKinsey, o Brasil mantém um ativo estratégico: a neutralidade geopolítica. “O país é historicamente neutro do ponto de vista político e, num cenário como o atual, isso é uma vantagem. Estamos recebendo novos fluxos da Ásia e do Oriente Médio, além dos tradicionais da Europa”, explica.
Ferreira destaca que empresas brasileiras também têm potencial de expansão em mercados emergentes, como Índia, América Central e Sudeste Asiático, o que pode fortalecer o protagonismo nacional na cadeia global de valor.
Os dados mostram que o IED anual para o Brasil chegou a US$ 37 bilhões entre 2022 e maio de 2025. A Europa responde por cerca de 50% dos investimentos, enquanto os Estados Unidos representam 15%. Em contrapartida, os investimentos brasileiros no exterior recuaram 19% no mesmo período.
O setor de energia lidera os aportes, com 46% do IED anunciado desde 2022. Os principais projetos incluem uma usina de hidrogênio verde no Ceará e um investimento bilionário em petróleo e gás na Bacia de Campos.
Ferreira ressalta que a combinação de energia renovável abundante, base agrícola sólida e estabilidade institucional torna o Brasil um destino prioritário. “Com um mercado interno robusto e neutralidade geopolítica, o país reúne condições únicas para atrair capital em energia, agricultura e commodities”, afirma.
Apesar do avanço, o estudo aponta que o alto custo de capital e os juros elevados ainda limitam a expansão em setores de manufatura avançada e tecnologia. Para sustentar o ritmo de crescimento, o Brasil precisa promover um novo ciclo de investimentos industriais, com foco em digitalização, automação e inteligência artificial.
Ferreira conclui: “Para conquistar competitividade em indústrias estratégicas, o país precisa investir em inovação e modernização industrial, criando um ambiente macroeconômico mais estável”.
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