

Apesar da reabertura, a Galeria de Apolo, onde estavam as joias roubadas, permanece fechada para perícia | Foto: reprodução
22 de outubro de 2025 — O Museu do Louvre, em Paris, foi reaberto nesta quarta-feira (22) após permanecer fechado por três dias, em consequência de um roubo de joias históricas avaliadas em cerca de US$ 102 milhões (aproximadamente R$ 550 milhões). O crime, que chocou o mundo, ocorreu no último domingo (19) e envolveu um grupo de assaltantes encapuzados que arrombaram uma janela do segundo andar utilizando um elevador de mudança roubado.
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Imagens da Reuters TV mostraram filas se formando diante da pirâmide de vidro, marca registrada do Louvre, enquanto visitantes aguardavam para entrar no local pela primeira vez desde o assalto. Apesar da reabertura, a Galeria de Apolo, onde estavam as joias roubadas, permanece fechada para perícia.
Ainda nesta quarta-feira, o diretor do museu deve comparecer ao Senado francês para prestar esclarecimentos sobre o caso. O roubo gerou ampla repercussão na França e acendeu um debate sobre possíveis falhas na segurança do museu mais visitado do planeta.
O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, reconheceu que houve falhas de segurança, apesar de o sistema de alarme ter sido acionado corretamente. “Houve um assalto ao Louvre, algumas das joias mais preciosas da França foram roubadas. Então, obviamente, foi uma falha”, declarou o ministro à rádio Europe 1.
Segundo ele, o alarme foi ativado imediatamente quando a janela foi violada, e a polícia chegou ao local em três minutos. A ministra da Cultura, Rachida Dati, anunciou a abertura de um inquérito administrativo para apurar responsabilidades.
O roubo gerou críticas ao governo francês, especialmente após Dati afirmar no Parlamento que “não houve falha de segurança”, declaração contestada por especialistas e por membros da oposição.
O assalto, descrito como “cirúrgico” e altamente planejado, durou apenas sete minutos. Os criminosos levaram joias e pedras preciosas da Galeria de Apolo, que abriga a coleção real francesa desde o século XVIII. Entre os itens roubados estão:
A Galeria de Apolo, inaugurada no século XVII e restaurada em 2019, é um dos espaços mais emblemáticos do Louvre e Patrimônio Nacional e Mundial. Ela já havia sido palco de outros episódios históricos, como o roubo da Mona Lisa em 1911, recuperada dois anos depois.
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