

Especialista do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré destaca que escrever bem exige prática, repertório e equilíbrio emocional durante a preparação | Foto: reprodução
Escrever bem e se preparar de forma consistente para os vestibulares são desafios que exigem mais do que memorização: envolvem estratégia, autoconhecimento e constância.
No Ensino Médio, cada texto produzido e cada simulado realizado tornam-se oportunidades de aprendizado e amadurecimento, consolidando a autonomia intelectual dos estudantes.
A escrita é um processo contínuo, que se aperfeiçoa com prática e reflexão e, antes de iniciar qualquer redação, é essencial compreender a proposta do tema, perguntando-se o que se espera do texto e qual o ponto central da argumentação. Identificar a tese é o primeiro passo para organizar ideias de forma coerente e direcionada. Planejar também faz parte do processo: reservar alguns minutos para estruturar o raciocínio e organizar a sequência lógica da introdução, do desenvolvimento e da conclusão ajuda a construir textos mais consistentes e bem articulados.
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Um bom texto deve apresentar clareza e objetividade. Frases curtas e bem conectadas garantem fluidez e facilitam a compreensão. A revisão final é indispensável, pois permite corrigir repetições, excessos e eventuais impropriedades linguísticas. Outro aspecto essencial é o repertório: referências literárias, fatos históricos, dados científicos ou temas de atualidade enriquecem a argumentação e demonstram domínio de mundo. A originalidade, nesse sentido, está em saber relacionar diferentes áreas do conhecimento para sustentar a tese proposta.
Mais do que técnica, a boa escrita exige constância. Produzir uma redação por semana e buscar devolutivas de professores ou mentores é uma prática que favorece o aprimoramento contínuo. O olhar externo, nesse caso, é essencial para identificar pontos de melhoria e fortalecer a segurança do estudante diante das avaliações.
Quando o assunto é preparação para os vestibulares, o equilíbrio entre estudo, rotina e bem-estar torna-se fundamental. Um cronograma de estudos flexível, adaptado às necessidades individuais, permite distribuir o tempo de maneira inteligente entre os componentes curriculares e priorizar os conteúdos que demandam maior atenção. Estudar por etapas, revisando conceitos, resolvendo exercícios e simulando o tempo real de prova são estratégias eficazes para aprimorar o desempenho.
É importante adotar métodos ativos de aprendizagem: técnicas como a autoexplicação — falar em voz alta sobre o conteúdo estudado — e o uso de flashcards para revisar conceitos ajudam a fixar o aprendizado e a fortalecer a memória de longo prazo. Porém, nenhum desses esforços será plenamente eficaz sem o cuidado com a saúde física e emocional. Alimentar-se bem, dormir adequadamente e reservar momentos de lazer são atitudes indispensáveis para manter o foco e a disposição.
No dia da prova, a organização e o controle emocional fazem diferença. Separar os materiais com antecedência e começar pelas questões mais simples ajudam a reduzir a ansiedade inicial, proporcionando mais confiança e estabilidade durante o exame.
Os vestibulares também refletem o mundo atual. É comum que as provas abordem questões ligadas às mudanças climáticas, à sustentabilidade, à tecnologia e à inteligência artificial, além de temas sociais e culturais. A leitura constante de jornais, revistas e portais confiáveis é uma forma de ampliar o repertório e fortalecer a argumentação, especialmente nas redações. Autores clássicos da literatura brasileira, como Machado de Assis, Clarice Lispector e Graciliano Ramos, continuam sendo fontes valiosas para o desenvolvimento do senso crítico e da sensibilidade linguística, mas é igualmente importante recorrer a linguagens contemporâneas como podcasts, documentários e canais educativos que dialoguem com o presente.
Mais do que alcançar boas notas, o estudante deve compreender que aprender é um processo de autodescoberta.
O Ensino Médio é o espaço de consolidação da autonomia intelectual e da formação cidadã. Escolas que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o equilíbrio emocional formam jovens preparados não apenas para as provas, mas para os desafios da vida, compreendendo que o conhecimento é o caminho mais seguro para a transformação pessoal e coletiva.
Daniela Beráguas Tarjino é Coordenadora de Educação Básica do Ensino Médio do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré
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