

Inflação oficial recua, mas segue acima da meta estabelecida para o ano | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
28 de julho de 2025 — O mercado financeiro voltou a reduzir a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central (BC), a projeção caiu de 5,1% para 5,09% em 2025, a nona redução consecutiva.
Para os anos seguintes, as projeções do IPCA também foram ajustadas: 4,44% em 2026, 4% em 2027 e 3,8% em 2028. Mesmo com a queda recente, a estimativa para 2025 segue acima do teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, em junho, a inflação oficial foi de 0,24%, influenciada pela queda no preço dos alimentos. Ainda assim, o IPCA acumula alta de 5,35% em 12 meses, o que configura estouro da meta pelo novo regime vigente desde 2024.
Quando o índice supera os limites por seis meses consecutivos, como ocorreu agora, o presidente do BC deve justificar, em carta aberta ao Ministério da Fazenda, as causas do descumprimento, as medidas adotadas e o prazo para correção.
A taxa básica de juros (Selic) foi elevada em 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), alcançando 15% ao ano, no sétimo aumento consecutivo. A ata da reunião indica que a Selic deve ser mantida nas próximas decisões, mas não descarta novos aumentos caso a inflação volte a subir.
As estimativas do mercado indicam que a Selic deverá terminar 2025 em 15%. Para 2026, a expectativa é de queda para 12,5% ao ano, com nova redução prevista para 10,5% em 2027 e 10% em 2028.
A previsão de crescimento da economia brasileira foi mantida em 2,23% para este ano. Para 2026, a estimativa passou de 1,88% para 1,89%, enquanto a expectativa para 2027 e 2028 é de 2% ao ano.
Segundo o IBGE, o PIB cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, puxado pelo setor agropecuário. Em 2024, a economia nacional teve alta de 3,4%, o quarto ano seguido de crescimento.
No câmbio, o dólar deve fechar 2025 em R$ 5,60, com previsão de R$ 5,70 em 2026.
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Tags: inflação, IPCA, Banco Central, Boletim Focus, Selic, juros, Copom, PIB, economia brasileira, dólar, meta de inflação, previsão econômica 2025, mercado financeiro, crescimento econômico, política monetária