

Setores do agronegócio e da indústria sentem primeiros efeitos da tarifa de Trump | Foto: Porto de Santos
28 de julho de 2025 — Às vésperas da entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, empresas brasileiras já enfrentam os primeiros impactos econômicos. Exportadores dos setores de agronegócio e indústria relatam suspensão de contratos e cancelamento de embarques para os EUA.
Um dos segmentos mais afetados é o de pescados. Segundo Eduardo Lobo, presidente da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), todos os embarques foram suspensos e pedidos cancelados. “Em vigorando a taxa de 50%, ninguém vai exportar, e a cadeia produtiva vai travar”, afirmou em entrevista à CNN.
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A indústria madeireira também relata dificuldades. Paulo Roberto Pupo, superintendente da Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), informou que contratos foram cancelados e embarques postergados. Empresas já reduzem turnos e anunciam férias coletivas.
No setor de ferro-gusa, usado como matéria-prima para o aço, importadores americanos suspenderam contratos com fornecedores brasileiros. Fernando Varela, presidente do Sindifer (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas do Espírito Santo), alerta para o clima de incerteza. “Está chegando o dia e até agora não foi vista uma ação concreta de negociação por parte do governo”, criticou.
Outros setores relevantes, como suco de laranja, café e carne bovina, não registram até o momento cancelamentos de embarques, mas adotam uma postura de cautela. As negociações de novas vendas estão paralisadas diante da indefinição.
Entidades representativas cobram do governo federal pragmatismo nas negociações com os EUA e a extensão do prazo para início da tarifa. Auxiliares de Trump, porém, confirmaram que a taxação de 50% passará a valer a partir de 1º de agosto.
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Tags: exportações brasileiras, tarifa de Trump, agronegócio, indústria brasileira, Mauro Vieira, Estados Unidos, contratos suspensos, comércio exterior, economia brasileira, crise comercial