

Guia que ajudou nas buscas por Juliana Marins compartilha relato emocionante sobre o resgate no Monte Rinjani | Foto: reprodução/X
25 de junho de 2025 — Um montanhista voluntário que participou das buscas por Juliana Marins, brasileira de 26 anos que desapareceu durante uma trilha no Monte Rinjani, em Lombok, na Indonésia, publicou nas redes sociais um depoimento comovente sobre os bastidores da operação de resgate.
Juliana caiu em uma área de difícil acesso no sábado (21), e seu corpo foi encontrado quatro dias depois, próximo à cratera do vulcão. A jovem, natural de Niterói (RJ), fazia um mochilão pelo sudeste asiático desde fevereiro.
“Meus sentimentos pela morte da montanhista brasileira. Não pude fazer muito, só consegui ajudar desta forma 🥺. Que suas boas ações sejam aceitas por ele. Amém!”, escreveu o guia em seu perfil do Instagram.
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As imagens compartilhadas pelo guia mostram as condições severas da montanha, como neblina intensa, variações bruscas de temperatura e chuva constante, que atrasaram o deslocamento das equipes. Juliana caiu em um dos trechos mais perigosos da trilha, com aproximadamente 500 metros de desnível, na madrugada de sexta-feira (21).
Seis equipes de resgate foram mobilizadas, com o uso de helicópteros, cordas, ferramentas manuais e até uma furadeira industrial para tentar abrir passagem na rocha vulcânica. O corpo foi localizado na região conhecida como Cemara Nunggal, entre 2.600 e 3.000 metros de altitude. A causa oficial da morte ainda será determinada pelas autoridades locais.
Apaixonada por aventura, trilhas e natureza, Juliana era publicitária e viajava sozinha por países como Filipinas, Tailândia e Vietnã. Em suas redes sociais, compartilhava reflexões e registros das experiências vividas ao longo do mochilão.
“Fazer uma viagem longa sozinha significa que o sentir vai sempre ser mais intenso e imprevisível do que a gente tá acostumado. E tá tudo bem. Nunca me senti tão viva”, escreveu em um post publicado no dia 29 de maio.
Após a queda, não houve contato direto com a família por falta de sinal. As primeiras notícias chegaram ao Brasil através de turistas que faziam a mesma trilha e conseguiram acionar conhecidos de Juliana pelas redes sociais.
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