

Guia afirma que tentou ajudar Juliana após escutar pedidos de socorro | Foto: reprodução/Redes sociais
24 de junho de 2025 — O guia indonésio Ali Musthofa, que acompanhava a brasileira Juliana Marins durante a trilha no Monte Rinjani, negou ter abandonado a turista antes do acidente que resultou em sua morte. Em entrevista ao O Globo, Musthofa, de 20 anos, disse que instruiu Juliana a descansar em um ponto da trilha e que seguiria mais adiante, onde esperaria por ela.

“Depois de uns 15 ou 30 minutos, Juliana não apareceu. Procurei por ela no local de descanso, mas não a encontrei. Vi a luz de uma lanterna no barranco e ouvi a voz dela pedindo socorro. Tentei desesperadamente dizer a Juliana para esperar por ajuda”, relatou.
O guia afirmou que acionou imediatamente a empresa responsável pelo passeio, solicitando resgate. Juliana teria pago cerca de R$ 830 pelo pacote turístico. Musthofa atua na região desde novembro de 2023 e costuma subir o Rinjani duas vezes por semana.
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Juliana, de 26 anos e natural de Niterói (RJ), foi encontrada morta nesta terça-feira (24), após quatro dias desaparecida. A queda ocorreu na madrugada de sexta-feira (21), em uma das áreas mais perigosas da trilha, localizada na região de Cemara Nunggal, entre 2.600 e 3.000 metros de altitude. Ela permaneceu sem água, comida ou abrigo, presa cerca de 500 metros abaixo da borda da trilha.
Seis equipes de resgate, dois helicópteros e até furadeiras industriais participaram da operação, que enfrentou chuva, neblina e terreno instável. Nos dois primeiros dias, drones térmicos não conseguiram detectar a vítima. Somente na manhã de segunda-feira (23) o corpo emitiu calor, indicando que Juliana ainda estava viva, mas imóvel.
Informações de que ela teria recebido suprimentos durante o período foram desmentidas pela irmã, Mariana Marins.
A morte de Juliana chama atenção para os riscos do turismo de aventura na Indonésia. O Monte Rinjani, um dos mais altos e belos vulcões ativos do país, é conhecido por suas paisagens impressionantes, mas também por trilhas extremamente perigosas.
Casos recentes reforçam o alerta: um montanhista malaio morreu em maio de 2025, um adolescente local caiu em 2024, e um jovem israelense faleceu em 2022. Em outro episódio, um turista irlandês sobreviveu por pouco a uma queda de mais de 200 metros.
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