

Parlamentar foi considerada autora intelectual da invasão ao sistema do CNJ | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
14 de maio de 2025 — Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quarta-feira (14) a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a 10 anos de prisão pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. A condenação está relacionada à invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023.
A decisão também impõe à parlamentar a perda do mandato após o esgotamento de todos os recursos legais e o pagamento de R$ 2 milhões em danos morais coletivos, quantia que será dividida com o hacker Walter Delgatti, também condenado no processo a 8 anos e 3 meses de prisão.
O julgamento, realizado em formato virtual, começou na última sexta-feira (9) e foi finalizado hoje, com os votos dos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
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De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Carla Zambelli foi a autora intelectual da invasão ao sistema do CNJ. O objetivo era emitir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, articulado com ajuda do hacker Walter Delgatti, que confessou sua participação e afirmou ter agido a mando da deputada.
A defesa de Zambelli divulgou nota criticando o formato virtual do julgamento, alegando que a parlamentar está sendo condenada “sem provas irrefutáveis”. Os advogados classificaram a decisão como “absolutamente injusta”.
Além da condenação por invasão ao CNJ, a deputada também responde a outro processo no STF. Em agosto de 2023, ela virou ré por ter sacado uma arma de fogo e perseguido o jornalista Luan Araújo durante um ato político às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, em São Paulo.
Neste caso, seis ministros já votaram pela condenação a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. No entanto, o julgamento está suspenso por um pedido de vista do ministro Nunes Marques.
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