

Negociações em Genebra visam reequilibrar comércio global | Foto: Associated Press
06 maio 2025 — Os governos da China e dos Estados Unidos confirmaram nesta terça-feira (6) a realização de uma reunião bilateral em Genebra, na Suíça, para discutir a guerra comercial em curso entre os dois países. As conversas devem começar na sexta-feira (9) e se estender até segunda-feira (12), com a participação do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e do vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.
A expectativa é que o encontro dê início a uma nova rodada de negociações para conter a escalada tarifária iniciada pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump, que impôs alíquotas de até 145% sobre produtos chineses. Em resposta, Pequim elevou tarifas para até 125% sobre itens importados dos EUA.
Segundo comunicado do Ministério do Comércio chinês, a retomada do diálogo considera os interesses nacionais, as demandas da indústria e dos consumidores americanos, além das expectativas da comunidade internacional.
“Se os EUA disserem uma coisa e fizerem outra, ou tentarem usar as conversas como disfarce para coerção, a China jamais aceitará”, alertou o governo chinês.
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Além das conversas com os representantes chineses, os enviados norte-americanos também se reunirão com a presidente da Suíça, Karin Keller-Sutter, e representantes da Organização Mundial do Comércio (OMC), conforme informou o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
“Trabalhamos para reequilibrar o sistema econômico internacional, abrir novos mercados e proteger a segurança econômica dos EUA”, afirmou Bessent.
As medidas protecionistas adotadas por Trump visam reduzir o déficit comercial, que atingiu nível recorde em março, segundo dados do Departamento de Comércio. Empresas anteciparam importações antes da entrada em vigor das tarifas, o que contribuiu para a queda do PIB norte-americano no primeiro trimestre — a primeira em três anos.
A resposta da China incluiu tarifas elevadas e isenções seletivas, enquanto a União Europeia sinalizou contramedidas caso os EUA não avancem em acordos comerciais. As tensões aumentam à medida que novas tarifas estão programadas para entrar em vigor em 9 de julho, caso não haja avanço nas negociações.
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