

Delegação americana abordará tráfico de drogas e terrorismo, e não conflitos políticos no Brasil, como sugeriu Eduardo Bolsonaro | Foto: reprodução
O governo dos Estados Unidos negou qualquer intenção de discutir ações do ministro Alexandre de Moraes (STF) ou de aplicar sanções comerciais contra o Brasil, conforme havia afirmado o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em vídeo nas redes sociais.
De acordo com nota oficial da embaixada dos EUA no Brasil, a missão diplomática liderada por David Gamble, chefe interino da Coordenação de Sanções do Departamento de Estado, tem como objetivo debater o combate a organizações criminosas transnacionais, ao terrorismo e ao tráfico de drogas — e não se envolver em questões internas da Justiça brasileira.
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“O Departamento de Estado dos EUA enviará uma delegação a Brasília para participar de reuniões bilaterais sobre crime organizado e discutir os programas de sanções dos EUA voltados ao combate ao terrorismo e ao tráfico de drogas”, afirmou a embaixada.
A declaração desmente diretamente a versão divulgada por Eduardo Bolsonaro, que alegou que Gamble viria ao Brasil para tratar de violações de direitos humanos atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao procurador-geral Paulo Gonet. “A batata do Moraes está esquentando nos EUA”, afirmou o deputado em tom de ameaça, o que gerou reações críticas de juristas e diplomatas, que classificaram a tentativa de internacionalizar disputas políticas brasileiras como irresponsável e infundada.
David Gamble, também conhecido como “Chip”, assumiu o cargo em janeiro de 2025, no início do segundo governo Donald Trump, e atua como principal estrategista de sanções econômicas norte-americanas. Ele é reconhecido por seu perfil diplomático e capacidade de negociação.
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