

Integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) | Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central
Pressionado pelo aumento dos preços de alimentos e energia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define nesta quarta-feira (19) o novo patamar da taxa básica de juros, a Selic. Esta será a segunda reunião do comitê sob a liderança do presidente do BC, Gabriel Galípolo.
Caso a previsão do mercado se confirme, a Selic terá a quinta alta consecutiva, passando de 13,25% para 14,25% ao ano. A estimativa foi divulgada na última edição do Boletim Focus, que compila projeções de analistas financeiros.
No comunicado da reunião anterior, realizada em janeiro, o Copom já havia sinalizado que elevaria os juros em 1 ponto percentual nesta reunião. O comitê justificou a decisão pelo aumento das incertezas no cenário externo e pelo impacto do pacote fiscal do governo anunciado no fim de 2024.
A decisão final será divulgada ao fim do dia.
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Na ata da última reunião, o Copom alertou que o ciclo de alta da Selic pode se estender devido à pressão inflacionária, especialmente nos preços dos alimentos. Caso esse cenário persista, a inflação pode ficar acima da meta nos próximos seis meses.
De acordo com o Boletim Focus, a projeção de inflação para 2025 subiu de 5,6% para 5,66%, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% ao ano, podendo chegar a 4,5% dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
A taxa Selic é a referência para as taxas de juros da economia brasileira, sendo utilizada nas negociações de títulos do Tesouro Nacional e influenciando diretamente o crédito e a inflação.
Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é conter a demanda, tornando o crédito mais caro e estimulando a poupança, o que reduz a inflação, mas pode frear o crescimento econômico. Por outro lado, a redução da taxa tende a baratear o crédito, impulsionando o consumo e a produção.
O Copom se reúne a cada 45 dias para definir a Selic. No primeiro dia do encontro, a diretoria do Banco Central analisa a situação econômica nacional e internacional. No segundo dia, é feita a deliberação sobre a taxa básica de juros.
Com informações da Agência Brasil
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