

A Reserva Natural Serra das Almas (RNSA) está localizada entre Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI). Foto: divulgação
Um estudo realizado pelo projeto No Clima da Caatinga, da Associação Caatinga com patrocínio da Petrobras, concluiu que a Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), localizada entre Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI), contribui para a redução da poluição do ar, estocando, nos seus limites, 1.647.239,37 toneladas de gás carbônico equivalente (CO2e). A pesquisa foi realizada a partir de uma parceria técnica entre a instituição e a BrCarbon, uma climate tech de São Paulo. Na próxima etapa desta pesquisa, será calculado o sequestro anual de CO2 e realizado pela RNSA.
“A pesquisa identificou que cada hectare da RNSA estoca cerca de 266 toneladas de CO2, ou seja, uma vez que a Serra das Almas tem 6.191 mil hectares de área florestal, a reserva estoca mais de 1,6 milhões de toneladas de CO2e”, explica Samuel Portela, coordenador de conservação da biodiversidade da Associação Caatinga,
Essa retirada ocorre por meio da fotossíntese, quando as árvores absorvem gás carbônico e devolvem oxigênio para o ambiente e outros processos naturais. A retirada do carbono é conhecida como sequestro e a quantidade sequestrada fica estocada em diferentes reservatórios na floresta (parte aérea viva e morta, serrapilheira, raízes e solo). Anteriormente, o valor estocado era 63 mil toneladas de CO2, mas esse número foi atualizado, pois ele só se referia ao carbono contido nas árvores.
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O estudo incluiu também o carbono dos demais reservatórios, serrapilheira, raízes e solo. A serapilheira, por exemplo, se trata de uma camada formada pela deposição dos restos de plantas e acúmulo de material orgânico vivo em diferentes estágios de decomposição que reveste superficialmente o solo. “Manter a RNSA conservada influencia diretamente na boa qualidade do nosso ar, diminuindo os malefícios do efeito estufa e poluição”, frisa Samuel.
Realizado pela Associação Caatinga e patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto atua no semiárido brasileiro desde 2011 e atualmente está em sua quarta fase. O objetivo é diminuir os efeitos potencializadores do aquecimento global por meio da conservação do semiárido, a partir do desenvolvimento de um modelo integrado de conservação da Caatinga.
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