

Empresas cearenses, cada vez mais, aderem esta prática. | Foto: Divulgação
Cada vez mais, o conceito ESG, que reúne as políticas de meio-ambiente, responsabilidade social e governança, vem ganhando força nas empresas. Se antes se restringia a círculos especializados, atualmente é um termo amplamente usado nas corporações e está diretamente relacionado aos lucros, mostrando que não é uma tendência passageira.
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Segundo pesquisa do Global Consumer Insights Pulse Survey, realizada pela PWC, metade dos consumidores do mundo buscam se relacionar com marcas que aplicam as práticas ESG. No Brasil, 39% dos consumidores estão mais atentos aos fatores ambientais, já 49% se preocupam com fatores sociais, como apoio aos direitos humanos e diversidade, e 55% consideram mais relevantes os fatores de governança, entre eles ética e transparência.
O termo ESG vem do inglês Environmental, Social and Governance e foi criado em 2004 em uma publicação Who Cares Wins, do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial. Os critérios estão relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pelo Pacto Global, iniciativa mundial que envolve a ONU e várias entidades internacionais.
O Ceará conta com organizações que se destacam nessa prática. Entre elas está a Rede de Farmácias Santa Branca, que vem fazendo ações relacionadas a ESG há mais de dez anos, embora tenha fundado seu setor de ESG este ano. “O objetivo do novo setor é cuidar das nossas atividades para que possamos impactar positivamente os nossos colaboradores, fornecedores, parceiros, clientes, a comunidade próxima e o planeta como um todo. Para isso, adotamos ações para diminuir os impactos no meio ambiente, contribuir para o desenvolvimento da nossa comunidade e ter sempre ética e transparência nas nossas ações e relações”, destaca Lora Almeida, gestora de ESG e Projetos na Rede de Farmácias Santa Branca.
A rede de farmácias está se preparando para inaugurar em abril uma Usina de Energia Solar. “Com ela, a Santa Branca vai operar todas as suas lojas e a sede somente com energia limpa”, destaca Maurício Filizola, diretor da Confederação Nacional do Comércio e Presidente da Rede de Farmácias Santa Branca. “Para 2023 também queremos promover mais ações voltadas para a comunidade, com novos serviços gratuitos e atividades de conscientização de temas relacionados à saúde e bem-estar físico e emocional”, contou Maurício Filizola.
Uma das primeiras ações e que continua em andamento é o projeto “Descartômetro”, em que a rede de farmácia recebe medicamentos vencidos dos clientes e os descarta da forma correta, com menos impacto para o meio ambiente.
Outro projeto é o Cãomunidade, que oferece água e ração para animais de rua que frequentam o entorno de algumas das lojas. Destaque também para a Ecobag Santa Branca, com artes feitas por artistas cearenses com foco nos ecossistemas que são poluídos pelo homem. “A ecobag evita o uso de até 1.000 sacolas plásticas. Até agosto deste ano, foram vendidas 2568 unidades”, explica Lora Almeida.

A Santa Branca também contribui com várias instituições cearenses que têm um trabalho essencial na vida daqueles que mais necessitam, seja no âmbito social ou de saúde, entre eles a Associação Peter Pan, Hospital SOPAI, Instituto Vida Videira, Instituto Promover e ONG Unidos pelos Animais. “Este ano conseguimos implantar a reciclagem na nossa sede e também abolimos o uso do copo plástico descartável dentro da empresa, inclusive nas lojas, oferecendo outras opções recicláveis e presenteando nossos funcionários com uma garrafinha de água reutilizável”, frisa Lora Almeida.
Fundada em 1986, vivenciando o propósito de cuidar das pessoas, a rede de Farmácias Santa Branca vem crescendo e tornando-se parte da vida dos cearenses. Está presente em Fortaleza e região metropolitana, assim como no interior do Estado do Ceará, somando 19 lojas, uma distribuidora e um centro de distribuição. Conta com mais de 200 colaboradores que atuam em oito municípios, oferecendo conforto e bem-estar aos seus clientes. Os seus proprietários e representantes legais, Laura Paiva e Maurício Filizola, que também são farmacêuticos, possuem a sensibilidade de ter uma visão privilegiada do próprio negócio e dos avanços do mercado como um todo.
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