

Segundo os dados do Anuário 2021, da Polícia Rodoviária Federal, 5 mil pessoas morreram em 64 mil acidentes de carro e cerca de 71.690 pessoas ficaram feridas no Brasil | Foto: reprodução
A cada dia o trânsito tem se tornado extremamente perigoso, principalmente nas grandes e médias cidades do país. As estatísticas de acidentes estão aí para comprovar esse grave problema de saúde pública. Segundo os dados do Anuário 2021, da Polícia Rodoviária Federal, 5 mil pessoas morreram em 64 mil acidentes de carro e cerca de 71.690 pessoas ficaram feridas no Brasil.
Uma realidade assustadora. Já imaginou essas pessoas dentro dos hospitais? Infelizmente, um número tão alto que a rede pública de saúde não consegue suprir toda a demanda, fora o elevado custo para o tratamento. Conforme os dados do IPEA, o Brasil já gasta quase 60 bilhões de reais por ano com acidentes de trânsito. Com todo esse dinheiro seria possível construir vários hospitais, escolas, faculdades e muitos outros benefícios para a população.
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Nós como médicos traumatologistas ficamos bastante preocupados com essa situação, pois uma parte considerável destas pessoas feridas irão precisar de tratamento prolongado e outras terão de conviver com sequelas. É uma missão desafiadora trabalhar neste cenário, além disso precisamos estar preparados para atender toda a diversidade de casos e buscarmos as melhores formas de amenizar as consequências das lesões ocasionadas pelos traumas. Ainda é inacreditável que estamos vivendo uma situação tão alarmante.
Cada vez mais o poder público precisa trazer este tema para a sociedade e também para as entidades privadas, não apenas durante o mês de maio, mas também ao longo do ano. Se nada for feito, a Organização Mundial de Saúde estima que 2,4 milhões de pessoas irão morrer no trânsito, em 2030. Nesse mesmo período, entre 20 e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismo e ferimentos.
Investir na educação é a principal forma para reduzirmos os acidentes e mortes no trânsito.
Por isso, é importante garantir a boa formação dos condutores que através das práticas de direção defensiva irão contribuir para a segurança no trânsito. Afinal, obter a CNH não é só um documento, mas sim, uma conquista de independência, direito de ir e vir.
Leonardo Drumond é presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Ceará (SBOT-CE).
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