

A Polícia Federal começou a investigar o caso no dia 15 de junho 2021, quando foi notificada pelo Instituto REPROCON que o colar colocado em uma das onças emitiu sinal referente ao sensor de mortalidade | Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal concluiu as investigações relacionadas à morte de duas onças e outros 18 animais na região do Abobral, Pantanal Sul Mato Grossense, em Corumbá/MS. A suspeita de envenenamento foi confirmada. As investigações também identificaram os responsáveis pelo crime ambiental, que foram indiciados pela morte das onças e dos demais animais.
Os fatos vieram ao conhecimento da Polícia Federal no dia 15 de junho 2021. Um dia antes, uma equipe do Instituto REPROCON (reprocon.org), realizou incursão em campo para rastreamento do colar de GPS instalado em um dos animais monitorados pelo grupo. O colar em questão havia emitido sinal referente ao sensor de mortalidade. O equipamento foi localizado e junto a ele, o cadáver do animal, tratando-se de uma onça-pintada, já em estado avançado de decomposição.


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Nas proximidades do animal morto monitorado, havia uma outra onça também morta e outros 18 animais na mesma situação, o que levantou a suspeita de envenenamento.
Na ocasião, foi colhido material da onça (porção de fígado de onça macho), que foi encaminhado para exame pericial em Brasília/MS. O laudo confirmou a presença de “carbofurano”, um agrotóxico de venda proibida no Brasil desde 2017 por ser extremamente tóxico, mas facilmente encontrado no Paraguai.
Conforme aponta esse mesmo laudo, o uso do “carbofurano para envenenamento intencional de animais domésticos e selvagens tem sido frequentemente descrito em publicações científicas, como um dos praguicidas mais comuns para esse fim”.
O inquérito foi enviado ao Ministério Público Federal, que pode oferecer denúncia à Justiça Federal ou pedir novas investigações.
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