

A estimativa das forças de segurança é de que mais de 100 mil fãs se dirijam ao ginásio Goiânia Arena para o último adeus à 'Rainha da Sofrência' | Foto: Vinícius Schimidt/Metrópoles

A família da cantora Marília Mendonça e do tio dela, Abicieli Silveira Filho, vítimas de um acidente aéreo na cidade de Caratinga (MG), na tarde dessa sexta-feira (5/11), junto com outras três pessoas, deve ficar aberto ao público de 13h às 16h, na Goiânia Arena, na capital do Estado de Goiás. A parte da manhã estava reservado para as últimas homenagens da família.
Segundo o delegado responsável pela apuração do caso, os corpos de todas as vítimas foram liberados até o começo da manhã, mas houve uma demora na preparação para que eles fossem trasladados para os Estados de Goiás e Bahia.
A estimativa das forças de segurança é de que mais de 100 mil fãs se dirijam ao ginásio, que fica ao lado do Estádio Serra Dourado, para o último adeus à ‘Rainha da Sofrência’.
Após o velório, os corpos de Marília Mendonça e Abicieli Silveira Filho, devem seguir em carro aberto do Corpo de Bombeiros até um cemitério, que fica a cerca de 9 km da Arena Goiânia. A cerimônia final deve ficar reservada somente para a família. Devido ao atraso no traslado dos corpos, os fãs, que se aglomeram desde a madrugada em frente ao ginásio, esperam um novo comunicado da assessoria da cantora para entender como será a programação desde o velório até o enterro dos corpos.
Peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) chegaram bem cedo ao local onde o avião particular, de prefixo PT-ONJ, caiu. Especialistas em aviação que acompanham a cobertura jornalística pelas emissoras de TV levantaram a hipótese de que a aeronave tenha colidido com um cabo da rede elétrica de alta tensão, que passa perto do local do acidente, e logo em seguida perdeu a sustentação. O avião caiu no leito de um rio, bem perto de uma cachoeira.
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) confirmou que o avião bimotor, antes chegar ao solo, atingiu um cabo de uma torre de distribuição da empresa, em Caratinga.
Fotos feitas por moradores da região mostram um fio da rede elétrica que teria se partido após o choque do avião.
Esta e outras hipóteses prováveis para o desastre serão estudadas pelos peritos do Cenipa buscando indícios, fotografando o cenário e ouvindo relatos de testemunhas. Eles também devem retirar partes da aeronave para análise e reunir documentos. A investigação do Cenipa não tem data para ser concluída e busca evitar que outros acidentes com características semelhantes ocorram.


O acidente aéreo com a cantora Marília Mendonça ocorreu por volta das 15h dessa sexta-feira (05/11). Ela estava num avião, modelo Beech Aircraft, da empresa PEC Taxi Aereo, de Goiás, que foi fretado para levá-la ao município de Caratinga, em Minas Gerais, onde Marília faria um show. O voo partiu do aeroporto de Goiânia (GO) mas se chocou contra as pedras da cachoeira pouco antes de chegar ao aeroporto em que iria pousar.
Os bombeiros foram acionados às 15h30 para atender a ocorrência e encontraram a aeronave bastante danificada e todas as vítimas sem vida. Além da cantora, morreram do tio dela e assessor especial, Abicieli Silveira Filho; o produtor Henrique Ribeiro, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o copiloto da aeronave, Tarciso Pessoa Viana.





A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou nota de pesar, solidarizando-se com os familiares das vítimas do acidente. Segundo a agência, a aeronave era propriedade da empresa PEC Taxi Aereo Ltda e estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 1º de julho de 2022.
A PEC Taxi Aereo também se manifestou por meio de nota e lamentou “profundamente o acidente trágico”. Informou ainda que, assim que tomou conhecimento do ocorrido, acionou as autoridades competentes para o resgate das vítimas. Segundo a empresa, a aeronave envolvida no acidente “estava homologado pela Anac para transporte aéreo de passageiros e estava plenamente aeronavegável”, ou seja, tinha condições para operar, segundo a nota. (Veja nota na íntegra abaixo).

Marília Mendonça vivia o auge do sucesso, aos 26 anos de idade, provocou uma comoção nacional e repercutiu em quase todo o mundo.
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Os advogados da família da cantora providenciaram a liberação dos corpos e recolheram os objetos pessoais das vítimas. “Eu não imaginava que, ontem, eu iria sair de casa (hoje) para pegar um avião e vir aqui para reconhecer o corpo dela”, lamentou o Maurício Carvalho, que é sócio do escritório que cuidada da carreira de Marília Mendonça e de outros artistas de sucesso da música sertaneja. “Não foi só o que aconteceu com ela´, tinha mais dois colaboradores também do escritório. Nenhum artista nosso conseguiu fazer show. Cancelamos todos”, acrescentou.
Poucas horas antes do acidente, a cantora Marília Mendonça, de 26 anos, ligou para cinco fãs, de forma anônima para promover o clipe da nova música de trabalho, chamada “Fã Clube”. Os vídeos foram gravados dentro do carro, quando ela se deslocava para o aeroporto de Goiânia (GO). Parte das conversas foi postada na conta oficial da cantora, no Instagram. Confira:
Antes de embarcar no avião particular, PT-ONJ, assessores fizeram imagens de Marília Mendonça caminhando em direção à aeronave e, pouco depois, já dentro do avião que seguia para Minas Gerais, ela foi filmada almoçando. Marília mantinha um semblante triste, mas tudo não passava de uma brincadeira. As imagens, que seriam as últimas da cantora ainda com vida, compuseram um vídeo sobre o ‘desafio’ de manter a dieta rigorosa em dia. Em respeito à família da cantora Marília Mendonça e dos fãs, editamos o vídeo retirando a brincadeira e o áudio original, deixamos as imagens em silêncio. Assista:
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