

Ministério da Saúde suspende aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan após notificações de reações adversas graves | Foto: reprodução
08 de junho de 2026 – O Ministério da Saúde suspendeu a aplicação da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan após a identificação de notificações de reações adversas pelo sistema de vigilância. Segundo informações iniciais, foram registrados 42 quadros de eventos adversos, três pacientes precisaram de internação em UTI e duas mortes foram notificadas após a vacinação.
Ao todo, cerca de 500 mil doses do imunizante já haviam sido aplicadas. A medida tem caráter preventivo e ocorre enquanto as autoridades sanitárias analisam os casos para verificar se há relação causal entre a vacina e os eventos relatados.
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As reações foram identificadas por meio do sistema de vigilância de eventos adversos pós-vacinação. Esse tipo de monitoramento é utilizado para acompanhar ocorrências após a aplicação de imunizantes, sejam elas esperadas ou inesperadas, e orientar respostas rápidas das autoridades de saúde.
Até a conclusão das investigações, especialistas reforçam que notificações de eventos adversos não significam, automaticamente, que a vacina tenha causado os quadros clínicos. A avaliação depende de análise técnica, histórico dos pacientes, exames, evolução dos casos e comparação com dados epidemiológicos.
A vacina contra a dengue do Instituto Butantan, conhecida como Butantan-DV, é um imunizante tetravalente de vírus atenuado, desenvolvido para proteger contra os quatro sorotipos da dengue. O produto teve registro da Anvisa e, segundo guia técnico do Ministério da Saúde, é indicado para prevenção da dengue em pessoas de 12 a 59 anos.
Por se tratar de uma vacina de vírus atenuado, há contraindicações específicas, como uso em pessoas com imunodeficiência e em gestantes, conforme orientações técnicas do Ministério da Saúde.
A suspensão temporária permite que o Ministério da Saúde, a Anvisa, o Instituto Butantan e as equipes de vigilância estaduais e municipais aprofundem a análise dos casos. A investigação deve considerar a gravidade das notificações, o perfil dos pacientes e a frequência dos eventos em relação ao total de doses aplicadas.
A decisão também busca preservar a confiança da população no Programa Nacional de Imunizações, com transparência sobre eventuais riscos e atualização das recomendações conforme novas evidências forem confirmadas.
A dengue continua sendo uma das principais preocupações de saúde pública no Brasil. Mesmo com a suspensão da vacina do Butantan, as medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti permanecem fundamentais, como eliminar água parada, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas, descartar corretamente recipientes e usar repelente quando necessário.
A população que recebeu a vacina e apresentar sintomas intensos ou persistentes deve procurar atendimento médico e informar a data da aplicação do imunizante. Profissionais de saúde devem notificar casos suspeitos aos sistemas oficiais de vigilância.
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