

Anvisa determinou a apreensão de suplemento irregular e suspendeu lotes de creatina após identificar problemas de composição e rotulagem. | Foto: reprodução
25 de junho de 2026 – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição da comercialização do suplemento alimentar em cápsulas da marca Artro100. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial da União e inclui a suspensão da venda, distribuição, fabricação, divulgação e uso do produto em todo o país.
De acordo com a Anvisa, o suplemento é produzido por empresa desconhecida e apresenta origem e composição indeterminadas, o que representa risco aos consumidores.
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Em nota, a agência informou que o Artro100 era divulgado com promessas terapêuticas não autorizadas para suplementos alimentares.
Entre as alegações identificadas estavam supostos benefícios como combate a inflamações, fortalecimento das articulações, alívio de desconfortos e melhora da mobilidade.
Segundo a Anvisa, esse tipo de propaganda é irregular para produtos classificados como alimentos, já que sugere propriedades medicinais sem comprovação e autorização dos órgãos reguladores.
Diante das irregularidades encontradas, o órgão determinou a apreensão imediata do produto e proibiu qualquer atividade relacionada à sua comercialização e divulgação.
Em outra resolução publicada no Diário Oficial da União, a Anvisa determinou a suspensão da comercialização, distribuição, divulgação e consumo de três lotes do suplemento alimentar de creatina em gomas mastigáveis sabor uva verde.
Os lotes afetados são:
O produto é fabricado pela empresa Idn Labs Indústria Farmacêutica & Food Supplements Ltda.
Segundo a Anvisa, o recolhimento dos lotes foi comunicado pela própria empresa após a identificação de problemas relacionados à composição do produto.
De acordo com o órgão regulador, os lotes apresentaram teor de creatina fora dos limites estabelecidos pela legislação vigente.
“Além disso, os produtos apresentavam irregularidades de rotulagem, com uso de alegações não autorizadas, divergências quanto ao fabricante e outras inconformidades que comprometem a segurança e a conformidade regulatória do produto”, informou a Anvisa.
A agência orienta consumidores que possuam os produtos atingidos pelas medidas a interromper imediatamente o uso e buscar informações junto aos canais oficiais dos fabricantes ou da própria Anvisa.
As medidas fazem parte das ações de fiscalização da Anvisa para garantir a qualidade e a segurança dos suplementos alimentares comercializados no Brasil.
O órgão reforça que consumidores devem adquirir produtos apenas de fabricantes regularizados e verificar se os itens atendem às exigências sanitárias e de rotulagem estabelecidas pela legislação.
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