

Fachada de sede da Polícia Federal durante operação que investiga esquema de tráfico de influência envolvendo servidores públicos | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
09 de março de 2026 – A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira uma operação para desarticular um esquema criminoso que envolvia tráfico de influência e favorecimento a um traficante internacional de drogas. Entre os presos está o delegado federal Fabrizio José Romano e o ex-secretário estadual Alessandro Pitombeira Carracena.
A ação, batizada de Operação Anomalia, cumpre quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Também foram determinadas medidas cautelares, como o afastamento de servidores públicos de suas funções. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
De acordo com as investigações, o grupo teria estruturado uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e para o favorecimento de interesses ligados ao tráfico internacional de drogas.
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Segundo a Polícia Federal, o esquema contava com a participação de advogados e servidores públicos que atuavam como intermediários para negociar vantagens indevidas.
As apurações indicam que o ex-secretário estadual articulava contatos e facilitava a aproximação entre integrantes da organização criminosa e o delegado federal. Em troca de pagamentos em dinheiro e outros benefícios, o agente público teria fornecido informações estratégicas e influência dentro da corporação.
As investigações também identificaram a atuação de um indivíduo com histórico criminal que operava em Brasília, responsável por facilitar articulações políticas e operacionais ligadas ao esquema.
A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para reforçar o combate ao crime organizado no estado do Rio de Janeiro.
A iniciativa foi instituída em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635, que determinou a adoção de medidas para garantir atuação coordenada das forças de segurança no enfrentamento de grupos criminosos violentos.
Segundo a Polícia Federal, a força-tarefa tem como objetivo ampliar a produção de inteligência e desarticular organizações criminosas, especialmente aquelas que mantêm conexões com agentes públicos e estruturas políticas.
As investigações seguem em andamento e novas medidas judiciais não estão descartadas, conforme o avanço da apuração sobre a rede de favorecimento e corrupção ligada ao tráfico internacional.
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