

Mais de 80 policiais de várias forças participam da ação. | Foto: Divulgação/PF
Em um trabalho conjunto da Polícia Federal com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (GAECO/AP), que contou com o apoio para cumprimento das medidas judiciais da Força Tarefa de Segurança Pública (FTSP) e Equipes do BOPE/AP, Força Tática e PRF, deflagrou na manhã desta quarta-feira (14/09), a Operação Queda da Bastilha, para reprimir uma organização criminosa estruturada, com atuação dentro e fora do Instituto de Administração Penitenciária – IAPEN, responsável por diversos crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica, prevaricação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Os policiais deram cumprimento a vinte e dois mandados de busca e apreensão em residências dos investigados e escritórios de advocacia, nos bairros de Macapá: Pacoval, Central, Cidade Nova, Jardim Equatorial, Novo Buritizal, Perpétuo Socorro, Trem, Cabralzinho e Fazendinha, além de seis mandados de busca no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN), sendo quatro em celas de internos e dois em salas de servidores do instituto. Houve também o cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e um de prisão domiciliar contra servidores públicos, advogados e presos do regime fechado, além do bloqueio de valores depositados em contas bancárias e aplicações financeiras de vinte e um investigados.
A operação desta manhã é decorrente da prisão de uma mulher, funcionária de empresa terceirizada que fornecia alimentação para o IAPEN e foi flagrada facilitando a entrada de drogas, armas e munições na penitenciária, em 4 de fevereiro deste ano. Após a prisão, a PF e o GAECO identificaram indícios de diversos tipos de fraudes e crimes perpetrados no interior do IAPEN, dentre os quais, esquema para: fornecimento de alimentação diferenciada para alguns internos, mediante remuneração; entrada de celulares e drogas; fornecimento de atestado médico falso para concessão de prisão domiciliar ilegal; e irregularidades no uso de tornozeleira eletrônica. As fraudes ocorriam com a participação de servidores da segurança pública, advogados, presos e policiais penais do IAPEN.
A PF e o GAECO identificaram que internos do IAPEN que trabalhavam na cozinha, participavam de esquema, sob a supervisão de um dos líderes de organização criminosa, de venda de alimentação diferenciada denominada pelos internos de “marmita da liberdade”. O transporte do material proibido da cozinha para os pavilhões era feito também por um preso que trabalhava de eletricista e possuía fácil trânsito para reparos na área. A investigação apurou a ocorrência de indícios de que alguns produtos eram introduzidos na cadeia por alguns advogados e facilitado por funcionários do estabelecimento prisional.
Leia também | Mercado financeiro reduz projeção da inflação de 6,61% para 6,4%