

Incêndio atingiu a maternidade do Instituto Paquistanês de Ciências Médicas, em Islamabad, e deixou 15 bebês mortos, segundo autoridades locais. | Foto: Reuters
26 de agosto de 2026 — Um incêndio em uma maternidade do Instituto Paquistanês de Ciências Médicas (PIMS), em Islamabad, capital do Paquistão, matou 15 bebês, segundo autoridades locais. O fogo começou no terceiro andar da unidade de atendimento materno e pediátrico. Havia 16 recém-nascidos na ala de ginecologia do hospital.
De acordo com comunicado divulgado pelo governo do distrito de Islamabad, “no total, 15 crianças morreram no incidente”. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, determinou uma investigação sobre as circunstâncias da tragédia.
A porta-voz do PIMS, Aneeza Jalil, informou que o incêndio foi provocado por um problema elétrico. Segundo ela, as chamas começaram em um aparelho de ar-condicionado.
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Testemunhas ouvidas pela AFP descreveram momentos de pânico durante o incêndio, com fumaça intensa, vidros quebrados e dificuldades para deixar o hospital. Também houve relatos de demora na chegada das equipes de emergência e de restrições impostas por seguranças.
Khurram Mehmood, de 40 anos, disse à AFP que perdeu a filha, que tinha apenas três dias de vida. Segundo ele, a esposa estava internada na enfermaria quando o incêndio começou.
“Minha esposa estava na enfermaria. Eles tiraram todo mundo de lá. Nós estávamos sentados na estrada esperando ajuda”, relatou.
Outra testemunha, Abdul Ghafoor, afirmou que o fogo se espalhou rapidamente pela unidade.
“O fogo se propagou muito rapidamente; havia bebês de apenas um dia”, contou à AFP. Ele disse que tentou entrar no hospital para ajudar a retirar pacientes, mas não conseguiu chegar à ala da maternidade.
“Havia uma fumaça preta lá dentro e os pacientes estavam presos (…) Os socorristas demoraram duas horas para chegar”, acrescentou.
Jaweria, que perdeu o filho no incêndio, afirmou que a porta da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal estava trancada durante o incidente.
“Não posso acreditar. Devolvam meu menino! Por que os médicos deixaram as crianças lá?”, questionou.
Uma testemunha que não quis ser identificada também relatou dificuldades para deixar o prédio e afirmou que seguranças impediam a saída de pessoas.
“As pessoas precisaram quebrar a porta e as equipes de resgate quebraram os vidros para controlar o incêndio”, afirmou.
O comissário-chefe de Islamabad, Sohail Ashraf, apresentou uma versão diferente sobre a atuação das equipes de emergência. Segundo ele, policiais e socorristas chegaram ao local “imediatamente” e conseguiram controlar o incêndio.
O incêndio também provocou momentos de desespero entre mães e familiares que tentavam retirar os recém-nascidos da unidade.
Shagufta Parveen, que carregava o filho de 10 dias do lado de fora do hospital, contou à AFP que conseguiu escapar com o bebê.
“As pessoas gritavam, havia fumaça preta. Corremos para salvar nossas vidas, graças a Deus meu bebê está a salvo”, declarou.
Após a tragédia, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pediu o fortalecimento das medidas de segurança contra incêndios em unidades de saúde do Paquistão.
A organização defendeu a “revisão e fortalecimento das normas de prevenção de incêndios e de segurança nas instalações de saúde, para garantir que cada mãe e cada criança possam receber o cuidado que precisam em um ambiente seguro”.
Incêndios em imóveis são frequentes no Paquistão, onde especialistas e autoridades apontam problemas relacionados ao cumprimento de normas de segurança e às regras de construção como fatores que podem contribuir para a ocorrência e a gravidade desses acidentes.
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