

Nota do Supremo Tribunal Federal negou que mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro tenham sido enviadas ao ministro Alexandre de Moraes | Foto: reprodução/Rosinei Coutinho/STF
07 de março de 2026 – O gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, divulgou nota oficial na noite de sexta-feira (6) negando que o magistrado tenha trocado mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro no dia em que ele foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025.
A manifestação ocorreu após reportagem publicada pelo blog da jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo, divulgar prints de mensagens atribuídas ao empresário supostamente enviadas ao ministro horas antes da prisão.
Segundo a Secretaria de Comunicação do STF, uma análise técnica feita nos dados telemáticos do celular de Vorcaro concluiu que os registros divulgados não correspondem a mensagens enviadas ao contato de Alexandre de Moraes.
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De acordo com a nota divulgada pelo Supremo, os prints das mensagens aparecem vinculados a pastas relacionadas a outros contatos da lista telefônica do banqueiro.
A análise foi realizada a partir dos dados que se tornaram públicos durante os trabalhos da CPMI do INSS.
Segundo o comunicado, o material apreendido no celular de Vorcaro pelos investigadores mostra que os arquivos das mensagens estavam associados a outros contatos no computador do próprio empresário, e não ao número do ministro do STF.
Ainda conforme a nota, os nomes das pessoas vinculadas aos arquivos não foram divulgados porque há sigilo judicial determinado pelo ministro André Mendonça.
Na noite de sexta-feira (6), o jornal O Globo publicou uma atualização da reportagem informando que os dados das mensagens foram obtidos a partir de uma análise técnica realizada pela Polícia Federal.
Segundo o veículo, o material foi extraído diretamente do celular de Daniel Vorcaro por meio de um software específico capaz de exibir simultaneamente a tela do WhatsApp com as mensagens e os arquivos de visualização única enviados durante as conversas.
De acordo com a publicação, o conteúdo acessado pelo jornal não resulta de uma simples comparação de horários entre notas e mensagens do celular do banqueiro. A ferramenta utilizada teria revertido, na prática, o recurso de visualização única das imagens trocadas.
No material exibido pela reportagem, segundo o jornal, aparecem o nome e o número associados ao ministro Alexandre de Moraes no envio das mensagens.
Para preservar informações pessoais do magistrado, o número de telefone utilizado na época foi ocultado nas versões impressa e digital da reportagem.
Ainda conforme O Globo, o número vinculado ao ministro teria respondido quatro vezes às mensagens enviadas por Vorcaro com imagens de visualização única e também reagido com emojis de aprovação à primeira e à última mensagem enviadas.
A publicação afirmou ainda que as informações foram checadas ao longo da última quinta-feira (5) com fontes que acompanham os desdobramentos do caso.
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