

22 de fevereiro de 2026 – Um crime que permaneceu sem solução por mais de quatro décadas foi finalmente esclarecido graças aos avanços da ciência forense. O DNA encontrado em um cigarro descartado foi decisivo para identificar e condenar o responsável pelo assassinato da adolescente Sarah Geer, morta aos 13 anos em Cloverdale, na Califórnia, em 1982.
O júri considerou James Unick, hoje com 64 anos, culpado pelo crime no último dia 13 de fevereiro. A data coincidiu com o que seria o 57º aniversário da vítima, segundo informou o Escritório do Promotor do Condado de Sonoma.
Sarah foi vista pela última vez ao sair da casa de uma amiga, na noite de 23 de maio de 1982. Na manhã seguinte, seu corpo foi encontrado em uma área isolada, atrás de um conjunto de apartamentos. As investigações apontaram que a adolescente foi estuprada e estrangulada.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
À época do crime, as limitações da ciência forense impediram a identificação de um suspeito. O homicídio foi registrado, mas acabou arquivado por falta de provas conclusivas. Apenas em 2003 os investigadores conseguiram criar um perfil genético a partir de material coletado nas roupas da vítima, ainda sem sucesso na comparação com bancos de dados disponíveis naquele período.
O caso voltou a avançar anos depois, quando o Departamento de Polícia de Cloverdale decidiu reabrir a investigação, já contando com novas tecnologias e parcerias privadas especializadas em casos arquivados.
O ponto de virada ocorreu com o uso da genealogia genética, método que cruza perfis de DNA com bancos de dados genealógicos públicos. Com apoio do FBI, os investigadores conseguiram restringir a busca a quatro irmãos de uma mesma família.
Durante a vigilância, agentes recolheram um cigarro descartado por James Unick. A análise confirmou que o DNA presente no filtro correspondia ao perfil genético obtido ainda em 2003 e ao material encontrado nas roupas de Sarah.
A promotoria destacou que o uso da genealogia genética tem sido fundamental para a solução de casos antigos nos Estados Unidos, permitindo que crimes considerados insolúveis finalmente cheguem a um desfecho judicial.
Durante o julgamento, Unick apresentou versões contraditórias sobre os fatos. O júri rejeitou os argumentos da defesa após ouvir depoimentos e analisar as provas genéticas. Após cerca de duas horas de deliberação, os jurados o consideraram culpado de homicídio com circunstância especial relacionada a abuso sexual.
Com o veredito, James Unick deverá ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A sentença está marcada para o dia 23 de abril.
Leia também | Brasil e Índia firmam acordo estratégico
Tags: crime resolvido após décadas, genealogia genética, DNA forense, caso arquivado resolvido, assassinato de adolescente, justiça nos Estados Unidos, investigação criminal, ciência forense, FBI investigações, homicídio na Califórnia, tecnologia no combate ao crime, prisão perpétua, Portal Terra Da Luz