
Conflito no Oriente Médio completa um mês com tensão crescente e impactos na economia global | Foto: Atta Kenare/AFP
28 de março de 2026 — O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã completa um mês neste sábado (28) com um cenário ainda indefinido e marcado por tensões crescentes. Após uma série de ataques que eliminaram lideranças do regime iraniano, incluindo o aiatolá Ali Khamenei, o mundo acompanha dois possíveis caminhos: a negociação de um cessar-fogo ou a escalada para uma invasão terrestre.
A ofensiva inicial, lançada em 28 de fevereiro, teve como foco estruturas militares e integrantes da alta cúpula iraniana. Segundo Washington, a ação buscou conter o avanço do programa nuclear do Irã, que estaria próximo de desenvolver armamentos de grande alcance.
Em resposta, Teerã lançou mísseis contra alvos israelenses e bases militares americanas no Oriente Médio, ampliando o conflito para países como Catar, Arábia Saudita e Kuwait. O governo iraniano também acusa os rivais de atingirem áreas civis, incluindo uma escola no sul do país, onde dezenas de pessoas morreram.
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A guerra já provoca efeitos diretos na economia mundial. Um dos principais reflexos foi a alta no preço do petróleo, impulsionada pelo bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por cerca de 20% do fluxo global da commodity.
Com a instabilidade, o barril de petróleo ultrapassou os US$ 100, atingindo o maior patamar em quase quatro anos. A pressão sobre os mercados internacionais aumentou a preocupação com inflação e desaceleração econômica em diversos países.
Diante desse cenário, a Casa Branca sinalizou inicialmente que o conflito teria curta duração. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou recentemente que o país estaria próximo de atingir seus objetivos militares.
Nos bastidores, os Estados Unidos enviaram ao Irã uma proposta com 15 pontos para encerrar o conflito. No entanto, há também movimentações para reforço militar na região, o que levanta a possibilidade de uma operação terrestre.
Para o especialista em Relações Internacionais Uriã Fancelli, o risco de escalada é significativo. “Obviamente, quando se trata de Donald Trump, tudo pode mudar de repente. Ele pode simplesmente decidir que já fez o suficiente, declarar vitória e vender a ideia de que enfraqueceu militarmente o Irã, destruiu as forças marítimas do país e matou Ali Khamenei”, avalia.
Já o cientista político Maurício Santoro destaca a complexidade do cenário. “O Irã está conseguindo mostrar ao mundo que a guerra tem um custo muito alto. O país sofre, claro, com os efeitos dos bombardeios. Mas, do ponto de vista da estratégia econômica, isso tem funcionado”, afirma.
A continuidade do conflito dependerá das decisões políticas e militares nos próximos dias, em um cenário que mantém o mundo em alerta diante dos riscos de uma guerra ainda mais ampla.
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