

Coluna de fumaça sobe sobre Teerã após bombardeios em meio à escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel | Foto: Atta Kenare/AFP
02 de março de 2026 – O secretário de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) que o país não irá negociar com os Estados Unidos em meio à escalada militar no Oriente Médio. A declaração foi publicada na rede social X e confronta diretamente falas recentes do presidente norte-americano, Donald Trump, que disse que a nova liderança iraniana estaria disposta a retomar conversas diplomáticas.
A posição de Larijani reforça o discurso mais duro adotado por Teerã após os ataques conduzidos por EUA e Israel, que ampliaram o conflito regional e resultaram em centenas de mortes, segundo autoridades iranianas e organismos humanitários.
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Em publicação direta, Larijani escreveu que “não haverá negociações com os Estados Unidos”, negando qualquer mediação por meio de Omã. Em outro texto, o dirigente acusou Trump de “mergulhar a região no caos” e afirmou que a política norte-americana estaria colocando soldados dos EUA em risco para atender aos interesses estratégicos de Israel.
Segundo ele, as Forças Armadas iranianas estariam apenas reagindo aos ataques sofridos, reforçando a narrativa de autodefesa adotada pelo governo do país persa.
Apesar da negativa iraniana, Trump afirmou no domingo (1º) que a campanha militar continuará até que “todos os objetivos dos Estados Unidos sejam alcançados”. O presidente norte-americano também ameaçou integrantes da Guarda Revolucionária do Irã, sugerindo rendição em troca de imunidade.
Em entrevistas à imprensa internacional, Trump estimou que o conflito pode se estender por até quatro semanas e disse continuar “aberto a conversas”, embora sem indicar quando ou como isso ocorreria.
Em sentido oposto às declarações de Larijani, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, informou ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã estaria aberta a “esforços sérios” para reduzir a tensão e buscar uma saída diplomática para o conflito.
Omã atua historicamente como mediador entre Washington e Teerã nas negociações nucleares, papel que ganhou relevância diante do fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
Desde sábado (28), bombardeios atingiram Teerã e outras cidades iranianas, enquanto o Irã respondeu com lançamentos de mísseis contra Israel e bases americanas no Oriente Médio. Segundo a imprensa iraniana, ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva visa neutralizar lideranças da Guarda Revolucionária e estruturas ligadas ao programa nuclear iraniano, afirmando que novos ataques devem ocorrer nos próximos dias.
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