

Israel reivindica morte de Ali Khamenei | Foto: Europa Press News
01 de março de 2026 – O Exército de Israel reivindicou neste domingo (1º) a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, durante os bombardeios realizados no sábado que marcaram o início de uma nova ofensiva militar contra o regime iraniano, em colaboração com os Estados Unidos.
Em comunicado oficial, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que Khamenei foi alvo de “uma operação precisa e de larga escala” conduzida pela Força Aérea israelense, com base em informações detalhadas de inteligência. Segundo os militares, o líder iraniano foi atingido quando se encontrava em seu complexo de comando central, no coração de Teerã, acompanhado de outros altos oficiais.
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De acordo com o Exército israelense, Ali Khamenei era considerado o principal arquiteto da estratégia iraniana para destruir o Estado de Israel, sendo descrito como a “cabeça do polvo iraniano”, em referência à atuação do chamado Eixo de Resistência no Oriente Médio.
A nota afirma ainda que a morte do líder supremo representa o “fim de um capítulo de décadas”, somando-se a uma série de ataques anteriores que eliminaram lideranças de grupos aliados ao Irã na região.
Entre os alvos citados está Hezbollah, cujo então líder máximo, Hassan Nasrallah, morreu em setembro de 2024 após um ataque israelense em Beirute. Poucas semanas depois, Israel também confirmou a morte de Yahya Sinwar, líder do Hamas e apontado como mentor dos ataques de 7 de outubro de 2023.
O jornal The New York Times revelou que a CIA foi responsável por identificar a presença de Ali Khamenei em uma reunião de alto nível realizada na manhã de sábado, em Teerã.
Segundo a reportagem, a agência de inteligência norte-americana monitorava os deslocamentos e hábitos do líder iraniano havia meses, acumulando dados sobre seus locais de permanência. Ao confirmar que Khamenei estaria no complexo governamental durante a reunião, as informações foram compartilhadas com Israel.
Com base nesses dados, Estados Unidos e Israel decidiram ajustar a cronologia da ofensiva militar, alterando o plano inicial, que previa um ataque noturno, para um bombardeio às 9h40 no horário local.
Além de Khamenei, Teerã confirmou a morte de importantes figuras do alto escalão militar e político iraniano, entre elas o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdorrahim Musaví, o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, e o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamjani.
O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, general Mohamad Pakpur, também morreu nos ataques. O governo iraniano anunciou sua substituição imediata pelo brigadeiro-general Ahmad Vahidi.
Em resposta, o Irã lançou novos ataques contra interesses norte-americanos e israelenses na região, ampliando o risco de uma escalada militar de grandes proporções no Oriente Médio.
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