

Donald Trump durante anúncio de medidas comerciais que alteraram tarifas globais de importação | Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak
22 de fevereiro de 2026 – Brasil e China são os países mais beneficiados pelas alterações nas tarifas de importação anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo estudo da Global Trade Alert, organização independente que acompanha políticas de comércio internacional.
De acordo com a análise, o Brasil será o país com maior redução nas tarifas médias aplicadas às suas exportações, com queda de 13,6 pontos percentuais. Na sequência aparecem a China, com recuo de 7,1 pontos, e a Índia, com diminuição de 5,6 pontos percentuais.
O relatório foi divulgado inicialmente pelo jornal britânico Financial Times e detalha os impactos da nova tarifa global anunciada por Trump, que passou por alterações em menos de 24 horas.
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Após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) como base jurídica para o tarifaço, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10%. No sábado (21), o percentual foi elevado para 15%.
As novas alíquotas entram em vigor à 0h01 (horário de Washington) da próxima terça-feira (24) e atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA, com exceções para alguns produtos, como minerais críticos, itens agrícolas e componentes eletrônicos.
Segundo a Global Trade Alert, aliados históricos dos Estados Unidos, como Reino Unido, União Europeia e Japão, passarão a enfrentar tarifas mais elevadas com a nova alíquota, enquanto países frequentemente criticados pela Casa Branca acabaram favorecidos.
Em entrevista ao Financial Times, o economista Johannes Fritz, responsável pela análise, afirmou que o novo regime tarifário tem duração potencial de até 150 dias e que o cenário segue incerto, já que a administração americana pretende recorrer a outros dispositivos legais para sustentar futuras medidas.
No Brasil, a decisão foi recebida de forma positiva pelo governo federal. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, avaliou que a derrubada do tarifaço devolveu ao país condições de competitividade equivalentes às de seus principais concorrentes.
Mesmo com a elevação da tarifa global para 15%, Alckmin afirmou que não há perda de competitividade para as empresas brasileiras, já que a alíquota é aplicada de maneira uniforme. Segundo ele, alguns setores estratégicos ficaram com tarifa zerada, como combustíveis, carnes, café, celulose, suco de laranja e aeronaves.
O vice-presidente também destacou a possibilidade de avanço nas negociações comerciais durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, prevista para março.
Antes da decisão da Suprema Corte americana, cerca de 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a sobretaxas que chegavam a 40%. De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados da Comissão de Comércio Internacional dos EUA, a derrubada do tarifaço afeta aproximadamente US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras.
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