
Mercado de combustíveis no Brasil entra em monitoramento após tensões internacionais que podem afetar o preço do petróleo | Foto: divulgação/Petrobras
11 de março de 2026 – O governo federal criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar diariamente as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis. A medida foi anunciada pelo Ministério de Minas e Energia diante da instabilidade provocada pela guerra no Oriente Médio, região responsável por cerca de 60% das reservas globais de petróleo.
Segundo o ministério, a iniciativa busca intensificar o acompanhamento das cadeias globais de suprimento de derivados de petróleo, além de monitorar a logística de abastecimento no Brasil e os preços praticados no mercado.
O monitoramento será realizado em articulação com órgãos reguladores e com empresas que atuam nos diferentes segmentos do setor, incluindo produção, importação e distribuição de combustíveis.
De acordo com o governo, o objetivo é identificar rapidamente possíveis riscos ao abastecimento e adotar medidas para garantir a segurança energética e a estabilidade no fornecimento de combustíveis no país.
A pasta informou ainda que ampliou o diálogo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e com agentes do mercado para acompanhar eventuais impactos da crise internacional.
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Apesar do cenário de tensão internacional, o governo avalia que a exposição direta do Brasil ao conflito é limitada. O país é exportador de petróleo bruto, embora ainda importe parte dos derivados utilizados internamente, principalmente diesel.
Mesmo assim, a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores diretos de derivados para o Brasil é considerada relativamente pequena, o que reduz os impactos imediatos no abastecimento nacional.
Paralelamente ao monitoramento do mercado, a Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica a análise de aumentos recentes nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal.
O pedido foi feito após sindicatos do setor informarem que distribuidoras elevaram os valores de venda aos postos sob a justificativa de alta no preço internacional do petróleo relacionada à guerra no Oriente Médio.
Entre as entidades que relataram o aumento estão sindicatos de combustíveis do Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Até o momento, no entanto, a Petrobras não anunciou reajustes nos preços praticados em suas refinarias.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Cade irá avaliar se há indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no setor, como possíveis tentativas de alinhamento de preços entre distribuidoras.
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