

Carro alegórico da Acadêmicos da Grande Rio, que desfilou com enredo sobre manguebeat na madrugada de quarta (18) | Foto: Reuters/Pilar Olivares
18 de fevereiro de 2026 – A Unidos de Vila Isabel e a Acadêmicos do Salgueiro foram os grandes destaques da terceira noite de desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro. As apresentações começaram na noite de terça-feira (17) e avançaram pela madrugada desta quarta (18), reunindo homenagens a personalidades brasileiras, referências à ancestralidade e forte presença de elementos da cultura afro-brasileira.
Também passaram pela Marquês de Sapucaí a Paraíso do Tuiuti e a Acadêmicos do Grande Rio. Todas as agremiações cruzaram a avenida dentro do tempo máximo regulamentar de 80 minutos.
Nas duas primeiras noites, Imperatriz Leopoldinense, Mangueira, Beija-Flor de Nilópolis e Unidos do Viradouro haviam concentrado os principais elogios. Ao longo da semana, também já se apresentaram Acadêmicos de Niterói, Portela, Mocidade Independente de Padre Miguel e Unidos da Tijuca.
A apuração das notas acontece ainda nesta quarta-feira (18), com transmissão da TV aberta e plataformas digitais.
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Responsável por abrir a terceira noite, a Paraíso do Tuiuti levou à Sapucaí o enredo “Lonã Ifá Lukumí”, que contou a trajetória histórica, religiosa e filosófica da tradição de Ifá, desde a África Ocidental, passando pelo Caribe, até sua chegada ao Brasil.
O desfile foi marcado pelas cores branco e prata, associadas aos orixás primordiais, além de alegorias tecnológicas, como elefantes robóticos no abre-alas. Um dos destaques foi a coreografia da bateria com a rainha Mayara Lima e os atabaques, além da atuação segura do intérprete Pixulé ao longo dos 77 minutos de apresentação.
Buscando seu quarto título no Grupo Especial, a Unidos de Vila Isabel apostou em um enredo em tributo ao multiartista Heitor dos Prazeres, exaltando sua ligação com o samba, a pintura e a religiosidade afro-brasileira.
A comissão de frente traduziu a trajetória do homenageado, enquanto as cores vibrantes de suas obras estiveram presentes em fantasias e alegorias. O desfile contou ainda com a presença de Martinho da Vila, presidente de honra da escola, e emocionou o público com paradinhas conduzidas pelo intérprete Tinga. À frente da bateria, Sabrina Sato desfilou com uma fantasia de cerca de 40 quilos.
Vice-campeã em 2025, a Acadêmicos do Grande Rio levou para a avenida um enredo inspirado no movimento cultural do manguebeat. A abertura, com luzes apagadas e alas em tons de roxo, simbolizou a lama fértil dos manguezais.
O abre-alas trouxe referências à fauna do mangue, enquanto um dos tripés homenageou Chico Science, um dos fundadores do movimento. Um dos momentos mais comentados foi a estreia da influenciadora Virginia Fonseca como rainha de bateria, em uma passagem marcada por forte atenção do público.
Encerrando a noite, o Salgueiro apresentou um enredo dedicado à carnavalesca Rosa Magalhães, a maior vencedora da história da Sapucaí. A comissão de frente destacou a paixão da homenageada pelos livros, enquanto o rosa dominou fantasias e alegorias.
A bateria entrou caracterizada como piratas e inovou ao incluir um violino em alguns momentos das paradinhas. À frente dos ritmistas, Viviane Araújo desfilou mais uma vez como a rainha mais longeva do Grupo Especial. Apesar de um pequeno problema de evolução, a escola concluiu o desfile dentro do tempo e manteve o favoritismo ao título.
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