

Dois homens internados no Hospital Estadual Getúlio Vargas morreram na madrugada desta quarta (25/05) | Foto: Bruna Prado/AP
Subiu para 25 o número de mortos na operação policial realizada na Vila Cruzeiro, na Penha, nesta terça-feira (24), no Rio de Janeiro. Um menor de idade que foi levado para a UPA do Alemão já chegou morto à unidade de saúde Um adolescente foi encontrado morto e dois homens que estavam internados sob custódia no Hospital Estadual Getúlio Vargas morreram na madrugada desta quarta (25/05).
A Secretaria Estadual de Saúde informou que seis pacientes permanecem internados, um deles em estado grave. No total, das 28 pessoas que deram entrada no Getúlio Vargas, 23 morreram.
Nessa lista não consta a moradora morta por uma bala perdida. Gabrielle Ferreira da Cunha, de 41 anos, estava em casa na Chatuba, uma comunidade fora da área da operação, quando foi atingida por um tiro, possivelmente de longo alcance, e morreu na hora.
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De acordo com a assessoria da PM, as equipes do Bope e da PRF se preparavam para uma incursão emergencial, após receber informações do serviço de inteligência de que os criminosos da facção Comando Vermelho se preparavam para invadir uma outra comunidade. Quando os policiais chegaram à Vila Cruzeiro, na madrugada dessa terça-feira, eles teriam sido recebidos à bala, na parte alta da comunidade, e houve confronto.
Os feridos foram levadas para o Hospital Getúlio Vargas, também na Penha. Segundo informações do setor de inteligência da PM, três destes feridos seriam de outros estados.
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Um helicóptero blindado da PM dava apoio aos agentes em terra. Os confrontos se concentravam na parte alta da Vila Cruzeiro, perto de uma área de mata.
Na localidade conhecida como Vacaria, mais de 20 veículos, entre motos e carros, usados por criminosos em fuga, foram apreendidos. Também houve apreensão de 13 fuzis, quatro pistolas e 12 granadas, além de drogas. O total ainda será contabilizado.
O objetivo da operação era prender chefes do Comando Vermelho escondidos na Vila Cruzeiro.
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar as circunstâncias das mortes ocorridas durante operação policial, que é a mais mortal das forças de segurança do Rio neste ano de 2022. A ação reuniu efetivos das polícias Militar, Federal e Rodoviária Federal.
O PIC determina que o comando do Batalhão de Operações Especiais (Bope) envie, em um prazo máximo de dez dias, o procedimento de averiguação sumária dos fatos ocorridos durante a operação. Devem ser ouvidos todos os policiais militares envolvidos e indicados os agentes responsáveis pelas mortes, além de esclarecer sobre a licitude de cada uma das ações letais.
Quanto aos agentes federais envolvidos na ação, foi expedido ofício ao Ministério Público Federal (MPF) para ciência dos fatos e a adoção das medidas cabíveis. Além disso, foi requisitado ao Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil que sejam enviadas informações sobre os inquéritos policiais instaurados para apurar os fatos.
A 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada também encaminhou ofício à Delegacia de Homicídios, recomendando que todas as armas dos policiais militares envolvidos na ação sejam apreendidas e enviadas para exame pericial, inclusive comparando com os projéteis que venham a ser retirados das vítimas.
Com informações do G1/Agência Brasil
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