

Preparativos de segurança para a Copa do Mundo acendem alerta global diante de possíveis ameaças terroristas e desafios logísticos nos países-sede | Foto: divulgação/FIFA
24 de março de 2026 – A realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá acende um alerta global para riscos de segurança. De acordo com especialistas, há uma possibilidade considerada “real e elevada” de atentados terroristas durante o evento, impulsionada por conflitos geopolíticos e desafios estruturais na organização.
Segundo José Ricardo Bandeira, especialista em segurança pública e presidente do Instituto de Criminalística e Ciências Policiais da América Latina, o cenário internacional contribui diretamente para o aumento do risco. “A possibilidade de um atentado terrorista durante a Copa do Mundo é extremamente real e elevada”, afirmou.
O especialista destaca que a combinação entre tensões no Oriente Médio, atuação de grupos extremistas e até ações isoladas de criminosos — conhecidos como “lobos solitários” — amplia a vulnerabilidade de atletas, delegações e turistas.
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Um dos principais pontos de atenção está no financiamento da segurança. Autoridades norte-americanas demonstraram preocupação com o atraso na liberação de cerca de US$ 625 milhões destinados à proteção do evento. Apesar da recente liberação, especialistas consideram o valor insuficiente.
“É necessário um investimento muito grande que passa por monitoramento aéreo, drones, satélites e sistemas de biometria. Mais de 600 milhões de dólares não farão o papel que deveriam”, explicou Bandeira. Ele estima que seriam necessários cerca de US$ 2 bilhões para garantir um sistema de segurança eficiente.
Além disso, relatórios de inteligência indicam riscos de ataques contra infraestruturas de transporte, possíveis distúrbios civis e ações coordenadas por grupos extremistas.
Entre os países-sede, o México surge como o principal ponto de preocupação. Para o especialista, o país pode representar o “calcanhar de Aquiles” do torneio devido a fragilidades no controle de segurança e à atuação de organizações criminosas.
“Organizações terroristas podem optar por realizar atentados no México em vez dos Estados Unidos, devido às deficiências de segurança pública”, alertou Bandeira.
Ele também mencionou o risco de uso do território mexicano como rota de entrada para ataques em solo norte-americano.
Outro fator de risco envolve o chamado terrorismo cibernético. Segundo o especialista, ataques digitais podem comprometer sistemas essenciais durante o evento.
“Existem organizações especializadas em terrorismo cibernético. Isso pode tirar aviões de circulação, comprometer GPS e sistemas de monitoramento”, afirmou.
Apesar dos desafios, Bandeira reconhece que os Estados Unidos possuem experiência no combate ao terrorismo, especialmente após os ataques de 11 de setembro. No entanto, ele reforça que a cooperação entre governos locais, estaduais e federais será fundamental para garantir a segurança do evento.
“A união entre os entes é essencial para monitorar e evitar ações de células terroristas. O maior desafio continua sendo identificar ações de ‘lobos solitários’”, concluiu.
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