

Mais de 3 mil empresas fiscalizadas desde 2017 | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
15 de setembro de 2025 – A Polícia Federal (PF) determinou, nos últimos sete anos, o fechamento de 1.176 empresas clandestinas de segurança privada em todo o Brasil. Os dados, levantados a pedido da Agência Brasil, revelam ainda que a fiscalização resultou em 26 prisões em flagrante e na apreensão de 46 armas de diferentes calibres.
Entre 2017 e 2024, a Operação Segurança Legal vistoriou 3.358 empresas de segurança privada, sendo que cerca de 35% não possuíam autorização para funcionar. A pandemia de Covid-19, em 2020, reduziu o ritmo da fiscalização, mas em 2019 a PF intensificou as ações e realizou duas edições da operação.
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Segundo a legislação, apenas empresas de segurança privada autorizadas pela Polícia Federal podem oferecer serviços e contratar vigilantes. A contratação de companhias clandestinas representa risco à integridade física e ao patrimônio, já que os trabalhadores não passam por avaliação de antecedentes criminais, formação adequada e testes psicológicos exigidos pela PF.
O advogado Ivan Hermano Filho, vice-presidente da Fenavist, reforça que o número divulgado corresponde ao cenário observado pelo setor. Ele explicou que muitas dessas empresas irregulares vão desde estruturas grandes e equipadas até indivíduos isolados que atuam sem autorização mínima.
Com a sanção do Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras, em setembro de 2024, atividades antes consideradas informais passaram a depender de autorização da PF. A nova lei prevê multas para empresas clandestinas e contratantes, além de criminalizar a atuação clandestina armada, incluindo casos de policiais que utilizem a arma funcional em atividades privadas.
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Tags: Polícia Federal, empresas clandestinas, segurança privada, Operação Segurança Legal, Fenavist, estatuto da segurança privada, fiscalização PF, armas apreendidas, segurança pública, Lula