

Novas opções hormonais ampliam tratamento da endometriose pelo SUS | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
09 de julho de 2025 — Mulheres diagnosticadas com endometriose passam a contar com duas novas alternativas de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS): o DIU com levonorgestrel (DIU-LNG) e o desogestrel. A incorporação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e já consta como parte da rede pública.
De acordo com o Ministério da Saúde, o DIU-LNG atua suprimindo o crescimento do tecido endometrial fora do útero e é especialmente indicado para mulheres que não podem usar contraceptivos orais combinados. Além disso, seu efeito prolongado — com troca a cada cinco anos — contribui para maior adesão ao tratamento.
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O outro medicamento incorporado, o desogestrel, é um anticoncepcional hormonal que inibe a atividade hormonal e, consequentemente, o crescimento do endométrio fora do útero. Segundo o ministério, ele poderá ser usado já nas primeiras consultas clínicas, mesmo antes da confirmação diagnóstica por exames.
A inclusão dos dois tratamentos ainda depende da atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Endometriose, etapa exigida para que a oferta seja efetivada em toda a rede pública.
A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória crônica, caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao do revestimento uterino em locais como ovários, bexiga e intestino. Os principais sintomas incluem cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual e infertilidade.
Estima-se que cerca de 190 milhões de mulheres no mundo convivam com a doença, o equivalente a 10% da população feminina em idade fértil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Brasil, os números demonstram maior atenção à condição nos últimos anos. Entre 2022 e 2024, os atendimentos na atenção primária passaram de 115 mil para 145 mil, um aumento de 30%. Na atenção especializada, o crescimento foi ainda maior: de 31 mil para quase 54 mil, alta de 70%. As internações por endometriose também subiram 32% no mesmo período, totalizando mais de 34 mil internações nos anos de 2023 e 2024.
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Tags: endometriose, SUS, tratamento hormonal, DIU-LNG, desogestrel, saúde da mulher, Ministério da Saúde, Conitec, atendimento ginecológico, PCDT Endometriose