

Imagem representa a relação entre estética, autoestima e saúde mental em tempos de padrões irreais de beleza | Foto: divulgação
09 de fevereiro de 2026 – A relação das pessoas com a própria imagem nunca esteve tão exposta — e tão pressionada. Com o avanço das redes sociais, o uso de filtros digitais e a disseminação de padrões estéticos irreais, o espelho deixou de ser apenas um reflexo e passou, para muitos, a funcionar como um gatilho de cobrança, comparação e insatisfação. Diante desse cenário, cresce o alerta de profissionais da saúde: a estética precisa caminhar junto com a saúde mental.
Nos consultórios de harmonização facial e estética, essa mudança de comportamento já é visível. Pacientes chegam influenciados por imagens editadas, tendências passageiras e pela sensação constante de inadequação. Para os especialistas, o desafio ultrapassa a técnica e envolve escuta ativa, orientação ética e responsabilidade profissional.
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“A estética não pode ser usada como tentativa de corrigir inseguranças emocionais profundas. Quando o procedimento surge como resposta à comparação excessiva ou à pressão social, é preciso parar, orientar e, muitas vezes, dizer não”, afirma a dentista especialista em harmonização facial, Dra. Eduarda Diógenes.
Segundo estudos sobre comportamento e saúde mental, a exposição contínua a padrões inalcançáveis de beleza está associada ao aumento de quadros de ansiedade, baixa autoestima e distorção da autoimagem, especialmente entre jovens. Nesse contexto, procedimentos estéticos realizados sem critério podem reforçar um ciclo de frustração, em vez de promover bem-estar.
Para a especialista, a harmonização facial deve preservar a identidade do paciente e buscar equilíbrio, não criar um novo rosto. “Quando bem indicada, a estética ajuda o paciente a se sentir melhor consigo mesmo. Mas ela precisa partir de expectativas reais, maturidade emocional e da compreensão de que nenhum procedimento substitui uma autoestima construída de dentro para fora”, ressalta.
O debate sobre estética e saúde mental ganha cada vez mais relevância à medida que o setor cresce e se populariza. Mais do que seguir tendências, o momento exige uma atuação ética, consciente e integrada, que priorize a saúde integral do paciente.
Em um mundo onde a imagem ganhou centralidade, especialistas defendem que o verdadeiro cuidado começa quando o espelho deixa de ser cobrança e volta a ser reconhecimento. Afinal, a estética deve ser uma ferramenta de bem-estar — nunca de sofrimento.
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