

Alterações nos horários, alimentação fora da rotina e longos deslocamentos favorecem o esquecimento de medicamentos, atrasos na aplicação de insulina e a redução da frequência do monitoramento da glicemia | Foto: divulgação
20 de dezembro de 2025. O mês de dezembro, tradicionalmente marcado por férias, viagens e mudanças na rotina, pode representar um desafio adicional para pessoas que convivem com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A farmacêutica e docente do curso de Farmácia da Estácio Ceará, Marília Vasconcelos, alerta que esse período exige atenção redobrada para evitar descompensações glicêmicas e complicações que podem comprometer a saúde.
Segundo a especialista, alterações nos horários, alimentação fora da rotina e longos deslocamentos favorecem o esquecimento de medicamentos, atrasos na aplicação de insulina e a redução da frequência do monitoramento da glicemia. Além disso, sintomas de hipoglicemia ou hiperglicemia podem ser confundidos com cansaço, estresse ou efeitos do calor, atrasando a identificação do problema.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Outro ponto de alerta importante durante o verão é o armazenamento adequado das insulinas e demais medicamentos. As altas temperaturas podem comprometer a eficácia desses produtos, tornando indispensável o uso de bolsas térmicas e a proteção contra exposição ao sol ou a locais sem controle térmico, como porta-luvas de carros ou bagagens despachadas.
Marília reforça que as insulinas devem ser transportadas sempre na bagagem de mão, bem acondicionadas, preferencialmente com dispositivos que auxiliem no resfriamento. Fora da refrigeração, a insulina pode ser mantida em temperatura ambiente por até 28 dias, desde que protegida do calor e da luz. Anotar a data de início e término desse período é fundamental para garantir a segurança do tratamento.
A prevenção de emergências, segundo a farmacêutica, depende de organização e planejamento. Pessoas com diabetes tipo 1 devem viajar com um kit completo, incluindo medicamentos, insulinas extras, glicosímetro, tiras reagentes, lancetas e fontes rápidas de glicose. Quem utiliza bomba de insulina deve levar conjuntos de infusão adicionais, insulinas de ação rápida e basal, além de sistemas alternativos de monitorização, como o Libre, em caso de falha do equipamento.
Em viagens longas, especialmente de avião, é necessário cuidado redobrado com o uso de tecnologias, já que a variação de pressão durante a subida e descida pode interferir no funcionamento da bomba de infusão, aumentando o risco de hipoglicemia, principalmente em crianças.
Marília Vasconcelos destaca ainda a importância de levar lanches adequados na bagagem de mão para auxiliar no controle glicêmico ao longo do trajeto, manter uma hidratação adequada e estar atento a sinais como tontura, tremores, suor frio ou confusão mental, que podem indicar hipoglicemia, assim como sede intensa e cansaço excessivo, possíveis sinais de hiperglicemia.
Nesse contexto, o farmacêutico exerce papel fundamental ao orientar sobre o uso correto dos medicamentos, revisar o tratamento e reforçar práticas de autocuidado antes das viagens. “Dezembro é tempo de descanso, mas também de responsabilidade com a saúde. Com informação, organização e acompanhamento profissional, é possível aproveitar o período com mais segurança e tranquilidade”, conclui a especialista.
Leia também | Thiago Silva é anunciado como novo reforço do Porto até 2026
Tags: diabetes, diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, cuidados com diabetes, saúde no fim do ano, férias e saúde, controle glicêmico, hipoglicemia, hiperglicemia, uso de insulina, armazenamento de medicamentos, verão e saúde, viagens e diabetes, orientação farmacêutica, Estácio Ceará, saúde preventiva, autocuidado, Portal Terra Da Luz