

Jair Bolsonaro está preso na sede da Polícia Federal, em Brasília | Foto: reprodução/G1
22 de novembro de 2025 — O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vive seu momento jurídico mais delicado. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, inelegível por decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e investigado em diferentes frentes no Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro está preso preventivamente desde este sábado (22), após determinação do ministro Alexandre de Moraes.
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Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde agosto por suspeita de interferir nas investigações sobre a trama golpista. Em setembro, a Primeira Turma do STF o condenou por tentativa de golpe de Estado em 2022. Com o avanço do processo e risco de fuga identificado por investigadores, a Justiça determinou a prisão preventiva, cumprida neste sábado (22).
Segundo a decisão assinada por Moraes, o ex-presidente descumpriu medidas impostas enquanto cumpria a prisão domiciliar. Ele passa agora para o regime de prisão preventiva, enquanto aguarda os desdobramentos dos processos em que é alvo no Supremo.
A condenação criminal também suspende seus direitos políticos enquanto estiver preso, impedindo que vote ou seja votado.
Antes da condenação penal, Bolsonaro já estava inelegível até 2030. O Tribunal Superior Eleitoral havia decidido, ainda em 2023, que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e usou indevidamente os meios de comunicação durante a campanha de 2022.
Segundo o TSE, a reunião com embaixadores — na qual Bolsonaro atacou o sistema eleitoral sem apresentar provas — e o uso político do 7 de Setembro foram decisivos para a punição.
Com a condenação criminal no STF, o ex-presidente enfrentará uma nova inelegibilidade: após cumprir os 27 anos e 3 meses de pena, ele voltará a ficar impedido de disputar eleições por mais oito anos, conforme a Lei da Ficha Limpa.
Jair Bolsonaro continua sendo investigado em diversas frentes no STF, que podem resultar em novos processos criminais. Entre os principais inquéritos estão:
– suspeita de interferência na Polícia Federal, denunciada por Sérgio Moro
– tentativa de influenciar autoridades dos EUA sobre a tentativa de golpe
– negociação irregular de joias sauditas
– uso da Abin para espionagem ilegal
– incitação aos atos golpistas de 8 de janeiro
– desinformação sobre vacinas, ao associar imunizantes ao risco de AIDS
– vazamento de dados sigilosos da PF
– crimes atribuídos pela CPI da Covid
Todas essas apurações seguem em andamento no Supremo Tribunal Federal e podem resultar em novas ações penais.
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