

O ex-presidente Jair Bolsonaro durante agenda pública em Brasília; político permanece internado em hospital da capital federal após diagnóstico de infecção pulmonar | Foto: Sergio Lima/AFP
15 de março de 2026 – O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com uma infecção bacteriana no pulmão. De acordo com boletim médico divulgado neste domingo, o quadro clínico apresenta estabilidade e melhora na função renal após 48 horas de internação.
Apesar da evolução positiva em alguns parâmetros, os médicos registraram aumento nos marcadores inflamatórios, o que levou a equipe médica a ampliar o tratamento com antibióticos e reforçar as sessões de fisioterapia respiratória e motora.
Segundo o cardiologista Leandro Echenique, que acompanha o caso, Bolsonaro está se alimentando com dieta pastosa, recebe oxigênio por meio de cateter nasal e permanece sob acompanhamento intensivo na UTI. Ainda não há previsão de alta hospitalar, e a expectativa é que a internação se prolongue por pelo menos uma semana.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Bolsonaro foi levado ao hospital na manhã de sexta-feira (13) após apresentar sintomas durante a madrugada no complexo prisional conhecido como Papudinha, em Brasília.
No hospital, exames apontaram broncopneumonia bacteriana bilateral, causada pela aspiração de líquido do estômago — condição conhecida como broncoaspiração. Nas primeiras 24 horas de internação, o ex-presidente também apresentou piora na função renal, situação que passou a ser monitorada de perto pela equipe médica.
Relatórios médicos elaborados nos dias anteriores à internação indicavam rápida mudança no quadro clínico. Na quarta-feira (11), Bolsonaro apresentava bom estado geral e chegou a realizar uma caminhada de mais de quatro quilômetros.
No dia seguinte, voltou a caminhar cerca de cinco quilômetros, mas apresentou episódios de soluço e leve queda na saturação de oxigênio, que chegou a 93% durante a noite.
Na madrugada de sexta-feira, agentes penitenciários acionaram a equipe médica após o ex-presidente apresentar calafrios e febre. A avaliação inicial identificou queda significativa da saturação de oxigênio, que atingiu 82%, nível considerado crítico, o que motivou a transferência imediata para atendimento hospitalar.
Os filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, visitaram o pai no sábado (14) e relataram que o quadro ainda inspira cuidados.
Carlos Bolsonaro afirmou nas redes sociais que os antibióticos ainda não atingiram o efeito máximo esperado e que medicamentos fortes podem provocar sobrecarga nos rins.
Flávio Bolsonaro também informou que a defesa do ex-presidente aguarda a conclusão de um laudo médico para apresentar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária, citando riscos associados ao estado de saúde do pai.
Leia também | Caso Vorcaro gera debate no STF