

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
27 de dezembro de 2025 — A liderança da oposição na Câmara dos Deputados planeja suspender o recesso parlamentar para protocolar um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A mobilização prevê a presença de parlamentares em Brasília na próxima segunda-feira (29).
O movimento é liderado pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), recém-nomeado líder da oposição na Casa. Segundo a convocação, uma entrevista coletiva será realizada às 16h, no Salão Verde da Câmara, antes do protocolo formal do pedido. Como se trata de uma ação contra um ministro do STF, o documento deverá ser apresentado ao Senado Federal, responsável por analisar pedidos dessa natureza.
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Em comunicado interno ao qual a imprensa teve acesso, a liderança oposicionista afirma que a decisão de interromper o recesso ocorre diante da gravidade do cenário político e institucional. “Estaremos suspendendo o recesso parlamentar pela segunda vez, porque não é possível permanecer inerte diante do tamanho absurdo institucional que o Brasil está vivendo. A gravidade do momento exige responsabilidade, coragem e ação”, diz o texto.
A iniciativa marca mais um capítulo da ofensiva da oposição contra o ministro Alexandre de Moraes, que já enfrenta outros pedidos de impeachment apresentados ao longo do ano.
Na terça-feira (23), senadores da oposição protocolaram outro pedido de impeachment contra Moraes no Senado. A ação foi fundamentada em reportagem publicada pelo jornal O Globo, que relatou contatos entre o ministro e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, envolvendo temas relacionados ao Banco Master.
De acordo com os senadores, os fatos podem caracterizar conflito de interesses, ao alegarem que o ministro teria utilizado o peso institucional do cargo para atuar de forma favorável a interesses privados específicos.
Não é a primeira vez que a oposição tenta interromper o recesso legislativo. Em julho, a bancada bolsonarista pressionou pela retomada dos trabalhos durante o chamado recesso branco, após o STF impor medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na ocasião, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), proibiu a realização de reuniões de comissões durante o período, mantendo a suspensão das atividades legislativas formais.
O novo pedido de impeachment reacende o embate entre oposição e Judiciário e deve intensificar o clima de tensão política no Congresso Nacional no encerramento de 2025.
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