

"O STF deve atuar como guardião da Constituição" | foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
07 de setembro de 2025 — O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou suas redes sociais neste Dia da Independência para rebater críticas ao Poder Judiciário. Sem citar nomes, Mendes afirmou que o STF atua como guardião da Constituição e do Estado de Direito, impedindo retrocessos e preservando garantias fundamentais.
“Não há, no Brasil, ‘ditadura da toga’, tampouco ministros agindo como tiranos”, escreveu o ministro na rede X, em resposta às manifestações que ocorreram em diversas cidades, organizadas por políticos de direita e grupos religiosos. Os atos pediam anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos réus condenados pelos ataques de 8 de Janeiro, além do impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
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Sem mencionar diretamente o ex-presidente, Gilmar Mendes relembrou episódios que, segundo ele, colocaram em risco a democracia brasileira. “Se quisermos falar sobre os perigos do autoritarismo, basta recordar o passado recente de nosso país: milhares de mortos em uma pandemia; vacinas deliberadamente negligenciadas por autoridades; ameaças ao sistema eleitoral e à separação de Poderes; acampamentos diante de quartéis pedindo intervenção militar, tentativa de golpe de Estado com violência e destruição do patrimônio público, além de planos de assassinato contra autoridades da República”, afirmou.
Mais cedo, durante evento na Avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou a atuação do ministro Alexandre de Moraes como “tirania”. Mendes respondeu indiretamente: “O que o Brasil realmente não aguenta mais são as sucessivas tentativas de golpe que, ao longo de sua história, ameaçaram a democracia e a liberdade do povo. É fundamental que se reafirme: crimes contra o Estado Democrático de Direito são insuscetíveis de perdão! Cabe às instituições puni-los com rigor e garantir que jamais se repitam.”
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Tags: STF, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, 8 de Janeiro, democracia, golpe de Estado, Judiciário, política brasileira, Dia da Independência