

Sede do Banco Master, no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, teve logo coberto após liquidação da instituição pelo Banco Central | Foto: Amanda Perobelli/Reuters
18 de fevereiro de 2026 – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS definiu uma nova data para o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Após sucessivos adiamentos, a oitiva foi agendada para a próxima segunda-feira, 23 de fevereiro. A informação foi confirmada pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e pelo vice-presidente, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), após reunião realizada nesta quarta-feira (18).
Vorcaro deveria ter sido ouvido inicialmente no dia 5 de fevereiro. O depoimento foi remarcado para o dia 19 e depois para 26 de fevereiro, sempre sendo postergado. Agora, a comissão definiu a data definitiva para ouvir o banqueiro sobre as irregularidades envolvendo empréstimos consignados da instituição, liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado.
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A convocação de Vorcaro foi aprovada no fim de janeiro e tem como foco esclarecer as suspeitas que recaem sobre 250 mil contratos de empréstimos consignados suspensos pelo INSS. Segundo o senador Carlos Viana, os contratos foram suspensos diante da “falta de comprovação da documentação”. O parlamentar afirmou que Vorcaro terá de explicar como o Banco Master adquiriu esses contratos e como os descontos ocorreram sem autorização dos beneficiários.
“Ele terá de explicar como o Banco Master adquiriu esses contratos e, se tantas pessoas não tinham comprovação dos documentos, como os descontos ocorreram sem autorização”, disse Viana em janeiro, acrescentando que a CPMI também questionará quais medidas foram tomadas para devolver o dinheiro aos clientes prejudicados.
Além da CPMI do INSS, Daniel Vorcaro deverá enfrentar outro depoimento no Congresso. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou convites para ouvir o banqueiro, com expectativa de que a oitiva ocorra na terça-feira (24), um dia após o depoimento na CPI mista. A CAE quer fiscalizar as ações relativas à liquidação do Master e ouvir representantes do Banco Central e da Polícia Federal.
O caso Master também tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), onde as operações do banco são investigadas por suspeita de venda de carteiras de crédito falsas. A instituição operava sob risco de falência devido ao alto custo de captação e exposição a investimentos arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado.
Dados da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) enviados à CPMI mostram que o Banco Master figura como a 21ª instituição financeira com mais reclamações entre 2019 e 2025, totalizando 5.665 registros. O crescimento das queixas foi acelerado: de 11 reclamações em 2020, o banco saltou para 1.511 em 2023 e atingiu 2.472 no ano passado.
Em 2025, o Master superou em número de reclamações sobre consignado grandes instituições como Caixa Econômica Federal (2.012), Banco do Brasil (1.992) e BRB (721), ocupando a oitava posição no ranking específico da modalidade.
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