

Deputada Gorete Pereira (MDB-CE) suplente em exercício na Câmara dos Deputados em discurso em 2019 | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
17 de março de 2026 – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira uma nova fase da Operação Sem Desconto, batizada de Operação Indébito, que apura um esquema nacional de descontos irregulares em benefícios do INSS.
Entre os alvos está a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE), que passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica, segundo informações da investigação. A ação ocorre no Ceará e no Distrito Federal, com o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão, além de duas prisões.
Também foram presos o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada Cecília Rodrigues Mota, apontados como integrantes do esquema investigado.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça. A operação conta ainda com apoio da Controladoria-Geral da União.
Segundo a Polícia Federal, o objetivo é aprofundar as apurações sobre crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio.

De acordo com as investigações, o esquema teria sido operado por meio de associações de aposentados e pensionistas, com a realização de descontos indevidos diretamente nos benefícios.
Cecília Rodrigues Mota, que já presidiu entidades como a AAPB, é apontada como uma das principais operadoras. Relatórios indicam que valores milionários foram movimentados por empresas ligadas à advogada.
O empresário Natjo de Lima Pinheiro teria recebido cerca de R$ 400 mil provenientes dessas operações, segundo dados apresentados em investigações parlamentares.
A deputada Gorete Pereira é investigada por suposta ligação com o esquema, incluindo a utilização de empresas em nome de terceiros para viabilizar as fraudes.
As apurações apontam ainda que a parlamentar teria recebido recursos oriundos dos desvios em aposentadorias e pensões.
Em depoimento prestado anteriormente à comissão parlamentar que investiga o caso, Cecília Mota confirmou conhecer parte dos envolvidos e admitiu movimentação financeira elevada, mas negou qualquer irregularidade.
A defesa dos investigados não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
Leia também | Girão lança pré-candidatura em Sobral