

Destroços em Isfahan, no Irã, do que Teerã afirma serem de aeronaves militares dos EUA | Foto: divulgação/Guarda Revolucionária do Irã
06 de abril de 2026 – Irã e Estados Unidos receberam um plano que propõe um cessar-fogo imediato entre as duas nações, com possibilidade de avanço para um acordo mais amplo em até 20 dias. A proposta foi articulada pelo Paquistão e divulgada pela Reuters.
Segundo fontes com conhecimento das negociações, o plano prevê duas etapas: a implementação imediata de uma trégua e, posteriormente, a formalização de um acordo definitivo que encerre as hostilidades.
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De acordo com a proposta, o cessar-fogo poderia entrar em vigor ainda nesta segunda-feira (6), abrindo caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e fechado há mais de um mês por Teerã.
Na segunda fase, as partes teriam entre 15 e 20 dias para negociar um acordo mais abrangente. O site Axios informou que também está em discussão uma possível trégua de 45 dias, que poderia evoluir para o fim permanente do conflito.
“Todos os elementos precisam ser acordados hoje”, afirmou uma fonte ouvida pela Reuters, destacando que o entendimento inicial deve ser formalizado como um memorando de entendimento com mediação paquistanesa.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que o país já elaborou uma resposta diplomática à proposta. “A resposta será anunciada no momento oportuno”, disse.
Horas antes, uma autoridade iraniana de alto escalão indicou resistência a pontos centrais do plano, especialmente em relação à reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo ele, o Irã não pretende retomar o tráfego marítimo “por um cessar-fogo temporário”.
Até a última atualização, os Estados Unidos não haviam se manifestado oficialmente. O presidente Donald Trump afirmou no domingo que esperava alcançar um cessar-fogo com o Irã ainda nesta segunda-feira, sem detalhar se fazia referência ao plano mediado pelo Paquistão.
O acordo, provisoriamente chamado de “Acordo de Islamabad”, pode incluir encontros presenciais na capital paquistanesa para definição dos termos finais.
Segundo a Reuters, o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, manteve contato contínuo com autoridades dos dois lados, incluindo o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o chanceler iraniano Abbas Araqchi.
O eventual acordo também deve envolver compromissos do Irã sobre seu programa nuclear, em troca de alívio de sanções econômicas e liberação de ativos congelados.
A proposta surge em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e ao temor de impactos no fluxo global de petróleo, especialmente pela importância estratégica do Estreito de Ormuz.
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