

O presidente dos EUA, Donald Trump, em 11 de março de 2026 | Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
29 de março de 2026 – O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã completa um mês sem sinais concretos de cessar-fogo, apesar das reiteradas declarações de vitória feitas pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Desde os primeiros dias da ofensiva, iniciada no início de março com bombardeios à capital Teerã, Trump tem afirmado publicamente que seu governo derrotou o regime iraniano. As falas, no entanto, contrastam com a continuidade dos ataques e a escalada das tensões na região.
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Logo em 3 de março, poucos dias após o início da guerra, Trump afirmou que “praticamente tudo” no Irã havia sido destruído. “A maior parte das pessoas que tínhamos em mente morreu”, declarou o presidente ao comentar a liderança iraniana.
Nos dias seguintes, o tom foi mantido. Em uma publicação, o republicano exigiu a “rendição incondicional” do Irã e afirmou que o país deixaria de ser uma potência regional. “O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim o perdedor”, disse.
Em 9 de março, o presidente chegou a afirmar que a guerra estava “praticamente concluída”, alegando que o Irã já não tinha capacidade militar significativa.
Apesar das declarações, os ataques seguem ocorrendo. O Irã mantém ofensivas contra Israel e aliados dos Estados Unidos, enquanto o estratégico Estreito de Ormuz permanece fechado, impactando o comércio global de petróleo.
Trump voltou a endurecer o discurso em diferentes momentos, afirmando que os EUA “destruíram totalmente o regime” e chegaram a atingir mais de 7 mil alvos iranianos. “Não se faz um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado”, disse em 20 de março.
Em outra declaração, o presidente ameaçou novos ataques caso o Irã não liberasse o Estreito de Ormuz: “Os Estados Unidos vão obliterar o Irã”.
Mesmo com o discurso de vitória, não há avanço significativo nas negociações por um acordo de paz. Do lado iraniano, autoridades também mantêm a retórica de enfrentamento e afirmam que não irão se render.
Na última quinta-feira (26), Trump voltou a afirmar que o Irã estaria “implorando” por um acordo. “Estou o oposto de desesperado, eu não me importo. Bombardeamos eles diariamente”, declarou.
O cenário atual indica um impasse prolongado, com riscos de ampliação do conflito e impactos diretos na economia global e na estabilidade do Oriente Médio.
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